Ficamos a saber que não éramos nada, quando perante o nosso adeus, nem olham para trás.
domingo, 8 de maio de 2011
Maior que o meu amor
É a vontade de dizer que não te amo,
Que não te quero, não te peço e nem te chamo
Nas horas tristes de saudade de você
Eu sempre choro e ao mesmo tempo
Tento achar um só defeito
Que você tenha para eu encontrar um jeito
De não chorar e sentir raiva de você
Porque
Já não suporto mais
Viver tão longe de você sem esperança
Mas mesmo assim meu pobre coração não cansa
De me pedir pra que eu não tente lhe esquecer
Mas se você voltar
Direi sorrindo que já não me serve o seu amor
Só tenho medo que você, meu bem, perceba a dor
E a minha lágrima na hora do adeus
Simone
sábado, 7 de maio de 2011
Já vos contei que tenho uma nova amiga de 82 anos? Quando a conheci só chorava. Chora por tudo e por nada, sempre de emoção que onde está é muito bem tratada. Chora de saudades da família que está longe. Ontem disse-lhe: que vou ensiná-la a sorrir, a voltar a sorrir. Obriguei-a a sonhar em voz alta e a repetir os sonhos. Aos 82 anos ainda podemos ter muitos sonhos, caramba! Quando me despedi, esboçou um sorriso e eu saí dali feliz da vida.
Cabra, eu sei...
sexta-feira, 6 de maio de 2011
Ainda a propósito do meu ginecologista
Eu já tinha avisado que isto ia dar "milhares" de posts.
E quando ele me diz: Oh, Rita, sou ginecologista! Sou do vosso team!
(isto a propósito de eu me queixar que os homens não nos entendem!)
Fiquei a pensar: Só a mim é que não me sai um destes na rifa! :) um que me entenda. Que entenda a minha ansiedade e que não sou superficial, já não pedia mais, só isso! É que está difícil!
"As Melhores Mulheres pertencem aos homens mais atrevidos.Mulheres são como maçãs em árvores.
As melhores estão no topo…
Os homens não querem alcançar essas boas, porque eles têm medo de cair e se machucar.
Preferem pegar as maçãs podres que ficam no chão, que não são boas como as do topo, mas são fáceis de se conseguir.
Assim, as maçãs no topo pensam que algo está errado com elas, quando na verdade, ELES estão errados…
Elas têm que esperar um pouco para o homem certo chegar, aquele que é valente o bastante para escalar até o topo da árvore.".
Machado de Assis
quinta-feira, 5 de maio de 2011
já não cabes na minha vida. a tua forma não se encaixa mais aqui, neste que é o meu dia-a-dia. ainda hoje leio tudo o que escrevemos e choro de emoção. vejo o teu nome no visor do meu telefone e arrepio-me. mas a tua forma já não encaixa aqui. a minha vida mudou por completo. perdi muita coisa por tua causa, mas ganhei uma que vive dentro de mim todos os dias e vai viver para sempre. entre quem quiser aqui dentro, nunca vai conseguir tirar-te. é bom ter notícias tuas, é boa a tua preocupação comigo, é bom ler-te. é bom sentir-te, mesmo que ao longe. é bom saber que pensas em mim, é bom saber que também sentes a minha falta. somos tão diferentes, mas em algumas coisas tão iguais. é bom saber que me lês. é bom saber que perdes 5 minutos por dia comigo. é bom olhar para trás e ver que fizeste parte da minha vida. é bom pensar no que vivemos. é bom recordar-te. e eu vou recordar-te para sempre.
Private post
Estava aqui no blogue e apareceu um anúncio da google, a convidar para uma festa das bruxas, dia 13 de Maio. Estou para aqui a rir-me sozinha. Ninguém vai perceber este post, só os meus amigos!
Private post
conversar. aqui. com uma mesa a meio. ou não. com café. com gargalhadas. com o abraço. com muitos: "olha, tu nem imaginas". com sorrisos. com adoçante, açúcar ou nada. com trânsito. com operações stop. contigo.
No meu imaginário.
Pergunta número 44
quarta-feira, 4 de maio de 2011
Decisão da noite
Vou deixar que os sonhos levem as palavras. Vou embalá-las e adormecê-las... são tão bonitas que o meu sono vai levá-las para um lugar tão fantástico quanto elas.Private post
há algo na minha alma que quer saltar cá para fora e não pode. o meu dia foi passado a segurar esse "algo" que nem sei bem o que é. ou será que sei? são palavras que me disseram, ou melhor que me escreveram. sempre as palavras a perseguirem-me, sempre! as palavras fazem parte do meu dia: as escritas, as faladas, mas principalmente as que leio. elas mexem comigo, dependendo de quem as diz ou de quem as escreve, claro está. as que li hoje e ontem, mexeram e estão aqui aos saltos, quero passá-las para actos e não posso. sinto-me castrada. sinto que tenho que as libertar. mas hoje, não me apetece correr, hoje não me apetece ir ver o mar e deixá-las lá. hoje apetecia-me forrar uma parede das cores com que está a minha alma e não posso. sinto-me castrada. detesto que a minha liberdade termine quando começa a liberdade dos outros. quero gritá-la, tenho esse direito. ou não? não, não tenho, tenho o dever de me castrar porque a minha euforia, a minha vontade não se pode sobrepor à de ninguém. quero que elas saiam, como faço? podia ser na parede, num abraço ou num beijo. há pouco fui à parede e pensei: vai ser agora! mas não foi, porque me castro. não por mim, mas pelos outros. deixo-as aonde? espero pela noite e aguardo que os sonhos as levem? o que faço até lá? e se eles não as quiserem?
Do dia de ontem
Notícias como esta deixam-me sempre de boca aberta. Atenção, conheceram-se há um mês, mas já marcaram o casamento. A diferença de idades não me choca nada. Agora a rapidez com que se tomam determinadas atitudes é que me deixa perpelexa. Casam como se fossem comprar uma camisa. Atenção aos quadrados que lêem o meu blogue, não é uma crítica, é uma constatação. Assiste-me o direito de ficar chocada, não? Assim, como vos assiste o direito a acharem o máximo! E acharem que isto sim é o grande sinal de amor. Não venham já para aqui insultar-me, defendam o vosso ponto de vista sem serem grosseiros.terça-feira, 3 de maio de 2011
Se há dias que estes comentários incomodam-me, há dias que dou umas valentes gargalhadas
Cultura de Borla
Há dias, que vêm aqui e insultam-me de tudo quanto é nomes, que lixam-me a cabeça, que moem-me a paciência. Mas, acreditem eu no fundo, no fundo (mas bem lá no fundo) sou uma gaja porreira. Tomem lá o link de um blogue que nos traz Cultura de Borla e ouvi dizer que há por lá uns bilhetes para o teatro de graça. Ide ber, ide e continuainde a dizer mal de mim.Eu não me importo!
No Hospital
Eu: - 55Kgs, ohhh... isto está avariado, não é possível. Ainda anteontem pesava 56, 500kg...
Enfermeira (com o ar mais bem disposto do mundo): Vocês decidam-se, ainda há pouco a Senhora que saiu daqui queixou-se do mesmo! Diz que a balança de casa dela dava muitoooo menos! Arre, que nunca estão contentes com o que têm.
(Gargalhadas)
Realmente, somos terríveis!
segunda-feira, 2 de maio de 2011
Constatação do dia
Se ele estiver morto (que não sabemos), acho que tinha muito mais "utilidade" vivo. O mundo está louco. Celebrar a morte de um homem? Estamos a comportar-nos como eles, já repararam?
Afinal, foi mais que uma (constatação).
Sabem aquela altura em que já não são crianças, mas também não são meninas
Voltei. Este blogue vai voltar a ser o que já foi noutros tempos: mais animado. Só que nos últimos tempos tive uma espada apontada à cabeça e eu não consigo disfarçar. Não sou do género que mostre aos outros algo que não sinto: se estou triste, está estampado no rosto; se estou feliz rio com gargalhadas estridentes; se estou preocupada fico calada... Estive doente, não sabia o que era, fiz uma biopsia, saiu o resultado, fui operada. Durante todo este tempo vivi numa corda bamba. Tive medo, muito medo. Pensei muito na minha filha, pensei no que seria dela se eu fosse embora. Tive momentos de esperança, tive momentos de desespero, momentos de loucura. Todas as noites rezávamos as duas. Todas as noites pedíamos a Deus pela minha saúde. Muitas vezes dei comigo sozinha na Igreja a chorar. Tudo isto durou muitas semanas, os últimos 15 dias foram mais calmos porque fui operada e senti no meu corpo que o que estava mal tinha saído naquele bloco operatório.
Na última sexta-feira, às oito e meia da manhã entrei no consultório e o gato do meu médico (isto ainda vai dar uns posts), abriu um sorriso: tenho boas notícias para si!
E como vocês já sabem, não sou politicamente correcta, vou chamar os bois pelos nomes. Não, não tenho cancro.
domingo, 1 de maio de 2011
É sem dúvida a minha melhor amiga. Aconteça o que acontecer, está sempre aqui, sempre! Obrigada mãe, por tudo. Sem a mãe tudo seria mais difícil, muito mais... talvez impossível. Aliás, a minha mãe (deve ser das poucas que) tem dois dias por ano: o da mãe e do pai, já que toda a vida cumpriu esses dois papéis.
sábado, 30 de abril de 2011
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