quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Constatações do dia (de greve)

Que apesar de ter sido um dia de greve:

- A empregada do meu irmão - que tem dois filhos pequenos e que recebe à semana para lhes poder dar de comer - estava à porta de casa, com um sorriso de orelha a orelha e super bem-disposta quando lhe fui pagar. O meu irmão saiu de casa a correr e tinha se esquecido de deixar-lhe o dinheiro;

- O varredor do parque de estacionamento do Norteshopping, varria e cantava todo feliz (calma! fui ao shopping fazer compras para a Empresa);

- O pintor da obra do meu irmão vem hoje trabalhar das onze da noite às três da manhã. É que trabalhou o dia todo, a seguir foi para as aulas de condutor de taxi que anda a tirar. Só pode a essa hora, e disse logo que fazia o trabalho a que horas fosse (isto com um sorriso de orelha a orelha);

- O pai da Isabel da parafarmácia (onde fui fazer a massagem, lembram-se?) fez greve, mas foi trabalhar. Tinha muito trabalho. Não picou o ponto, mas esteve lá no horário dele de trabalho;

- Que lá na Empresa demos em doidas com o número de orçamentos que nos pediram e com a quantidade de eventos que temos, e claro que para não variar tive um ataque de nervos, com uns berros à mistura. Todas se riram às minhas custas.

4 comentários:

disse...

E eu fiz greve, mas trouxe uma pilha de trabalho para casa...

Este Blogue precisa de um nome disse...

Querida Bê e merecias estar no post também, há muitas excepções, muitas, eu sei...

Espero que estejas bem, beijo :)

Isabel disse...

Eu trabalhei, ou tentei. Não consegui desenvolver muito trabalho, uma vez que quando precisava de algum serviço ninguém me podia atender porque não havia pessoal suficiente, estavam em greve.
Contra todas as expectativas tivemos correio. Admirei-me de ver o carteiro, disse-me que gostaria muito de ter ficado em casa, mas que precisa de dinheiro e trabalhar é a única opção.
É uma pena que as pessoas ainda não tenham percebido isso: trabalhar é o caminho.

Jo disse...

Gosto disto :)