quinta-feira, 3 de setembro de 2015

« ♥ »



o meu verão não é só azul

não vivo alienada do mundo.
para ser sincera: durante 15 dias, vivi. mas, já chorei muito desde que cheguei desse mundo « à parte»:



entretanto vejo nações {incluindo portugal} a darem respostas. AQUI  . aos meus amigos de esquerda: ora, vejam que estes gajos que só queriam lixar a grécia, ajudaram. até parece impossível. afinal, são humanos. como nós.

{ também } deste verão:



AUSÊNCIA

Por muito tempo achei que a ausência é falta.
E lastimava, ignorante, a falta.
Hoje não a lastimo.
Não há falta na ausência.
A ausência é um estar em mim.
E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos meus braços,
que rio e danço e invento exclamações alegres,
porque a ausência, essa ausência assimilada,
ninguém a rouba mais de mim.

Carlos Drummond de Andrade

o verão não acabou, mas para relembrar a parte que já terminou


vale do lobo| adolescentes| bebés| mergulhos| vinho branco | gargalhadas| perdermo-nos, mas sabermos que também é caminho | sal | crianças | gerir saídas noturnas | saladas | sol | areia agarrada à pele, mas sobretudo à alma | dormir na espreguiçadeira da piscina | a voz da minha filha | «engolir» à adolescência | salmão | sagres | martinhal | surf | procurar ondas | pequenos almoços e horas à conversa à mesa | fato de banho preto | rir até doer a barriga | ir «ao estendal » à noite | vinho tinto | sal na pele até às duas da manhã | vinho a copo | praia da cordoama | miúdos, muitos miúdos | o sentido de humor do henrique | gato | gatos | surfistas a seduzirem a minha filha {não me habituo a isto} | boa energia | comboio | carro | beijos | praia do beliche | geleira cheia de saladas | mar | gargalhadas da mc | pedralva | hamburguers vegetarianos | dromedário | comporta | ameijoas | muito queijo | praia do castelejo | conchas trazidas pelo mar | beijos na mão enquanto conduzias | amizade | amor | a casa cheia | « vai levarrrrr o lixooooo» | vestidos | havaianas | pés descalços | aldo | beijos, muitos beijos | cremes | praia do castelejo | sempre as ondas | skimming | drops: jungle | ipod | máquina fotográfica | arrifana | paixão | beijos no elevador | rede no jardim | cabo de são vicente | ver as estrelas | nevoeiro | vestidos de verão com camisolas e sem elas | aquecer biberons | procurar as estrelas | jantar no jardim | beijos na cama | levar a paixão a sério | caminhadas | levar a paixão a rir | top e cuecas | acordar e tomar banho | ficar com madeixas do mar e sal | piz buin | pele preta | as madeixas brancas da minha mc | os disparates do vicente | muitas gargalhadas | afilhado comigo debaixo do guarda - sol a rir com as minhas asneiras | vale do boi | vila do bispo | disparates | sms ao meu amor | a volta | os abraços | o secreto | a minha casa sempre cheia de amizade, amor e gargalhadas | reaprender a sorrir depois da morte | a minha cama cheia de tudo | ensinar a mc a escolher as amigas | mudanças na sala | o tom laranja que invade a minha casa ao final da tarde | o nevoeiro de manhã | o cheiro de sagres: que cheira ao meu alentejo | decidir deixar de fumar, mas ainda não consegui | as mesas bonitas às refeições | as loiças misturadas | as toalhas brancas | azul | a minha terra | o teu sorriso | o teu abraço | os abraços da mc | os «amo-te » | EUA | as viagens | as malas | «isto vai para o porto, eu fico» | natalie merchant - motherland | patés | bikinis | não comer bolas de berlim na praia | estou mais gorda 3 kg | tomar decisões | abraçar setembro como não consigo abraçar, sequer junho | esperar a luz de setembro | mergulhar em água a 24º graus | lounge vale do lobo | não sentir os pés em sagres | a minha praia de leça | recomeçar | festejar esta estação que me enche a alma | os dias maiores | as copas das árvores, que se vêem da minha janela da sala | o mar que vejo quando acordo | a tua janela | o amor que te tenho | a serenidade que este verão me trouxe, como mais nenhum | respeitar o ritmo dos outros | pôr alegria e amor em tudo o que faço | roupa branca | havaianas douradas e prateadas | túnicas com cor | calções de ganga | sopa de peixe | café | pão alentejano barrado com manteiga | não ter que arrumar a cozinha a seguir ao jantar: um luxo, para mim | lagos | beijos apaixonados | certezas na alma e na pele | o teu toque | o coração a rebentar de gratidão | água gelada a lavar-me o corpo e a alma | o meu pensamento em ti a cada mergulho | a voz | os projetos | a certeza que vem vindo, com os passos firmes que dou | adormecer embalada pela paixão | o corpo cansado, a adormecer embalado por tudo o que sentimos | a vida a pulsar dentro de mim | a serenidade, com uma calma que não me é característica | adormecer na praia com as vozes ao longe | motherland | o laranja que pinta o céu | as amigas da mc | « não se esqueçama do bebé» | good vibes | ver a vida a acontecer, quando a deixas fazer o seu trabalho | o verão.

terça-feira, 1 de setembro de 2015

feliz ano novo







o meu ano começa sempre em setembro.

sexta-feira, 21 de agosto de 2015

hoje enquanto lia as notícias e vi que este irresponsável se demitiu


lembrei-me deste texto maravilhoso.

e lembrei-me também de quem defendesse {será que ainda defendem? não sei, estive de férias} que lhes devíamos seguir os passos. enfim...

segunda-feira, 27 de julho de 2015

só quem me conhece mal


é que me oferece vinho tinto do douro*.

alguém, por favor, faz uma connection entre os produtores de vinho daquela zona e o américo amorim? é o saca-rolhas é o mesmo {aquela merda parte toda}.

* adorar só adoro da zona de setúbal e do alentejo do meu coração.

sábado, 25 de julho de 2015

{private post}


é. é mais ou menos isto :-)



Eu amanheço pensando em ti,
Eu anoiteço pensando em ti,
Eu não te esqueço,
É dia e noite pensando em ti,
Eu vejo a vida pela luz dos olhos teus
Me deixe ao menos
Por favor pensar em Deus
Nos cigarros que eu fumo
Te vejo nas espirais
Nos livros que eu tento ler
Em cada frase tu estais
Nas orações que eu faço
Eu encontro os olhos teus
Me deixe ao menos por favor pensar em Deus

é, estou irremediavelmente apaixonada :-)

sexta-feira, 24 de julho de 2015

desejosa


de ver esta %%#")=% / fofa com um filho adolescente.
desejosa... a ver se mantém aquela fronha de santa. foda-se o ruca não cresce?

terça-feira, 21 de julho de 2015

quarta-feira, 15 de julho de 2015

terça-feira, 14 de julho de 2015

Eunice Munõz diz dez poemas de Florbela Espanca




Amiga


Deixa-me ser a tua amiga, Amor,
A tua amiga só, já que não queres
Que pelo teu amor seja a melhor,
A mais triste de todas as mulheres.


Que só, de ti, me venha mágoa e dor
O que me importa a mim?! O que quiseres
É sempre um sonho bom! Seja o que for,
Bendito sejas tu por mo dizeres!


Beija-me as mãos, Amor, devagarinho ...
Como se os dois nascêssemos irmãos,
Aves cantando, ao sol, no mesmo ninho ...

Beija-mas bem! ... Que fantasia louca
Guardar assim, fechados, nestas mãos
Os beijos que sonhei prá minha boca! ...

Saudades


Saudades! Sim.. talvez.. e por que não?...
Se o sonho foi tão alto e forte
Que pensara vê-lo até à morte
Deslumbrar-me de luz o coração!

Esquecer! Para quê?... Ah, como é vão!
Que tudo isso, Amor, nos não importe.
Se ele deixou beleza que conforte
Deve-nos ser sagrado como o pão.

Quantas vezes, Amor, já te esqueci,
Para mais doidamente me lembrar
Mais decididamente me lembrar de ti!

E quem dera que fosse sempre assim:
Quanto menos quisesse recordar
Mais saudade andasse presa a mim!


Ódio?


Ódio por Ele? Não... Se o amei tanto,
Se tanto bem lhe quis no meu passado,
Se o encontrei depois de o ter sonhado,
Se à vida assim roubei todo o encanto,

Que importa se mentiu? E se hoje o pranto
Turva o meu triste olhar, marmorizado,
Olhar de monja, trágico, gelado
Com um soturno e enorme Campo Santo!

Nunca mais o amar já é bastante!
Quero senti-lo doutra, bem distante,
Como se fora meu, calma e serena!

Ódio seria em mim saudade infinda,
Mágoa de o ter perdido, amor ainda!
Ódio por Ele? Não... não vale a pena...

Florbela Espanca, in "Livro de Sóror Saudade"

O Sorriso - Eugenio de Andrade

{ private post }


«Nega-me o pão, o ar,
a luz, a primavera,
mas nunca o teu riso,
porque então morreria.»

Pablo Neruda



de hoje de manhã



Why do you walk in the dark | Hoping that love finds a spark | Did you ever lose | Something you refused | Something that you wish came true | You were never looking | I stood like a rose | How could you have found me | so close | And now you stare at the sun | Blinded so why should I run | Did you ever lose | Something you refused | Something that you wish came true | Remember you would root for me | Remember I would root for you | It's too late to return, I know | Did you ever lose | Something you refused | Something that you wish came true | You were never looking | I stood like a rose|

segunda-feira, 13 de julho de 2015

eu a fazer salada russa


e o meu menino à minha espera no aeroporto. porra. mãe sofre.

amor - também! - é:


fazer salada russa {coisa que detesto} para a loira mais gira dos arredores. mas, não julguem que é salada aldrabada: descasquei as batatas, as cenouras e só não descasquei ervilhas, porque isso era no tempo do arroz de quinze.
e mais amor é ter que jantar esta trampa, porque já não tenho pachorra para fazer mais nada.

quarta-feira, 8 de julho de 2015

vem aqui perto de mim, sarinha


dispensamos a tua vinda, fofa. é que não vais fazer falta. acredita.

segunda-feira, 6 de julho de 2015

ahahhahaahahahahahahahahahah


- eu não percebo porque é que a mãe não me dá um bronzeador.

- ????

foda-se


caralho.
não há puto de delicadeza a dar notícias como esta. estes jornalistas são umas bestas. abro a página das notícias e vejo isto assim. a época quase a começar e eu que não perco estes 2,5kgs, caralho. vou mudar-me para o estádio do dragão. é que não saio mais de lá. coisamailinda.

quarta-feira, 1 de julho de 2015

todos os dias, mas todos


quando acordo, penso: «hoje à noite vou para a cama às dez e meia da noite», pois... vou, vou. nunca consigo. a vida mete-se pelo meio e vai daí...

terça-feira, 30 de junho de 2015

segunda-feira, 29 de junho de 2015

a minha descoberta neste fim de semana:


top.
não, não é um post patrocinado. antes fosse...

ontem saí de alcácer com 37º graus

cheguei a leça - 17º. foda-se.

domingo, 28 de junho de 2015

chegar a casa


e ter a minha filha cheia de saudades [ela não foi], a dizer que me ama. encheu-me de abraços e beijos. espero nas próximas 27 horas 36 minutos e 6 segundos ter este tratamento.

entretanto cheguei a casa e já tenho a sala cheia de amigas, dela! arre :-)

e por aqui?


continuam os festejos de verão. acabadinha de chegar da comporta onde estive 3 dias inteirinhos ao sol, a dançar, a beber, a mergulhar, a rir. viva o verão e siga esta semana de trabalho que para o próximo fim de semana há mais.
conto só parar os festejos lá para outubro :-)

quarta-feira, 24 de junho de 2015

posso parecer ingrata, mas acreditem que não sou


estive semanas sem abrir a conta de email do blogue {a do hotmail} peço desculpa, já vi que tenho emails para responder. vocês são top, tenho leitoras que até se lembraram dos meus anos sem eu ter feito menção a isso {este ano}. muito obrigada. prometo responder a cada um deles com o mesmo carinho que têm por mim. dêem-me tempo, por favor. obrigada por tudo.

terça-feira, 23 de junho de 2015

Jungle - Drops

{private post}


sonhei toda a noite contigo


foda-se.



créditos de imagem: coisas boas acontecem.

tenho fé nela, e ter fé é mais do que acreditar. o meu cérebro pede-me inúmeras vezes para deixar de ser assim, mas não consigo aceder ao pedido e sigo-a cegamente. diz-me ela, neste momento, que vai acontecer.

segunda-feira, 22 de junho de 2015

até parece que ela tem paranço :-)


- ai mãe. para a mãe e para as amigas da mãe tudo é motivo de festa.

foi aqui que comemorámos a chegada do Verão


|miradouro santa catarina|

com outra luz: de um sol estonteante.
esta fotografia foi retirada da internet. quando tiver fotografias de ontem, prometo deixar aqui. foi aqui que dançámos o verão, tudo regado com champanhe :-)

leiam um bocadinho da história deste lugar mágico aqui.

domingo, 21 de junho de 2015

esperei-te durante 9 longoooosss meses


chegaste hoje oficialmente, mas à minha alma já chegaste há uns dias. foi dia de celebrar-te: começou ontem à noite com uma mesa recheada de amigos, boa conversa, bom vinho, muitas gargalhadas num terraço lindo de morrer até às tantas da manhã. hoje acordei e continuei a celebrar [-te]: muitos mergulhos no mar e os sorrisos continuaram. agora há pouco reunimos 21 mulheres para celebrar o maior dia do ano, com uma vista «de tombar» sobre a foz do rio douro. rimos, bebemos champanhe, comemos frutos silvestres e fomos muito felizes. muito mesmo. cheguei agora a casa, abri as janelas todas e a tua temperatura está dentro da nossa casa, na nossa alma e nos nossos corpos já bronzeados. bem vindo verão. faz o favor de te instalares.

quinta-feira, 18 de junho de 2015

terça-feira, 16 de junho de 2015

nunca escondi que adoro fazer compras no Lidl

sou fã.
já escrevi tanto sobre eles que merecia ou um patrocínio ou que me dissessem onde vão buscar aqueles homens que abotam nos folhetos. deumalibre, só com bomba de oxigénio. aquilo também é alemão? se forem, podem mandá-los para cá. na comitiva da troika só vejo brolhos.

detesto quando o meu lado sopeiral vem ao de cima

hoje cheguei ao carro, quando fui buscar o comando da garagem, tinha molas da roupa por cima dele. molas da roupa! quem é que tem molas da roupa no carro? foda-se.

terça-feira, 9 de junho de 2015

segunda-feira, 8 de junho de 2015

O Último Blues

chegou o meu junho e eu ainda nem vim aqui celebrá-lo


não esqueci o blogue.

mas maio {mês que tanto adoro} foi uma merda. o mês de maio confrontou-me com a morte - essa puta - que desta vez levou alguém que eu amava profundamente. esta relação com o blogue sempre foi estranha: quando estou muito triste, não me apetece cá vir. tentei afastar o choro, tentei rir, dei gargalhadas, mas todas «falsas»: só chorei com quem me é chegado e já chorei muito a morte da minha madrinha. muito. mas se nos riamos tanto juntas terei que parar com isto, não? quero acreditar que esta será a forma mais genuína e verdadeira de a recordar. mas, a verdade é que não acredito, nem sinto isso. todos os dias me lembro da minha querida madrinha e choro. também tenho chorado por outras coisas que não interessam nada. mas, a minha relação com este espaço sempre teve  altos e baixos, desta vez não está a ser diferente.

segunda-feira, 1 de junho de 2015

para mim hás-de ser sempre criança



mas todos os dias queres ser crescida «à força toda» e eu ainda estou a habituar-me: a não caberes no meu colo, de não quereres que te agarre aos beijos, a não ir buscar-te ao portão da escola. ainda estou a habituar-me à ideia que já não és um bebé. Feliz dia da criança, MC.

quarta-feira, 27 de maio de 2015

Tenha Calma

é tão isto


«o relacionamento perfeito é aquele em que os dois conversam e se tratam como melhores amigos, brincam como crianças, se protegem como irmãos e se «pegam» como uns tarados.».

li isto algures por aí. do que tivemos, do que ainda temos mas que não soubemos valorizar.

quinta-feira, 21 de maio de 2015

quinta-feira, 14 de maio de 2015

terça-feira, 12 de maio de 2015

para a minha madrinha:

olá, tia mimi:

cheguei agora da missa de sétimo dia da sua morte. da sua morte física, porque sinto-a aqui todos os dias desde a última terça-feira, dia em que a tia partiu para junto de deus. sim, a fé herdei-a da tia: a fé em deus, na vida após a nossa morte física. acredito que a tia foi recebida por todos os tios que já partiram, pelo avô e pela avó. dê-lhes um beijo meu. o meu querido tio xico e o avô a quem todos os dias rezo. diga-lhes que os amo muito e que ensinei a minha filha a amá-los. a minha filha que nem conheceu o bisavô, mas que ao sentir o meu amor por ele, também o lembra como eu.
já chorei muito, mas sei que a tia queria que eu risse, o que tanto fazíamos juntas. riamos-nos de tudo e nada. riamos-nos muito dos disparates da I. e da MC. falávamos muito ao telefone, porque vivíamos - geograficamente - longe uma da outra. com a tia aprendi o amor ao próximo, a fé em deus. com a tia comunguei a primeira vez. a tia pode assistir: ao meu desapego dos bens materiais; da minha dedicação ao próximo; da minha felicidade ao ver os outros felizes. mas, acho que sobretudo aprendi a ser madrinha do mateus. eu quero ser madrinha dele, como a tia foi minha. a minha mãe não podia ter escolhido melhor madrinha para mim. obrigada por tudo, minha querida tia madrinha. não digo até a um dia destes, porque sei que a tia está sempre aqui. até já.

ainda agora há pouco - distraidamente - peguei no telefone e liguei-lhe.

domingo, 10 de maio de 2015