quarta-feira, 27 de maio de 2015

Tenha Calma

é tão isto


«o relacionamento perfeito é aquele em que os dois conversam e se tratam como melhores amigos, brincam como crianças, se protegem como irmãos e se «pegam» como uns tarados.».

li isto algures por aí. do que tivemos, do que ainda temos mas que não soubemos valorizar.

quinta-feira, 21 de maio de 2015

acho que chegou a altura de voltar ao blogue



quinta-feira, 14 de maio de 2015

terça-feira, 12 de maio de 2015

para a minha madrinha:

olá, tia mimi:

cheguei agora da missa de sétimo dia da sua morte. da sua morte física, porque sinto-a aqui todos os dias desde a última terça-feira, dia em que a tia partiu para junto de deus. sim, a fé herdei-a da tia: a fé em deus, na vida após a nossa morte física. acredito que a tia foi recebida por todos os tios que já partiram, pelo avô e pela avó. dê-lhes um beijo meu. o meu querido tio xico e o avô a quem todos os dias rezo. diga-lhes que os amo muito e que ensinei a minha filha a amá-los. a minha filha que nem conheceu o bisavô, mas que ao sentir o meu amor por ele, também o lembra como eu.
já chorei muito, mas sei que a tia queria que eu risse, o que tanto fazíamos juntas. riamos-nos de tudo e nada. riamos-nos muito dos disparates da I. e da MC. falávamos muito ao telefone, porque vivíamos - geograficamente - longe uma da outra. com a tia aprendi o amor ao próximo, a fé em deus. com a tia comunguei a primeira vez. a tia pode assistir: ao meu desapego dos bens materiais; da minha dedicação ao próximo; da minha felicidade ao ver os outros felizes. mas, acho que sobretudo aprendi a ser madrinha do mateus. eu quero ser madrinha dele, como a tia foi minha. a minha mãe não podia ter escolhido melhor madrinha para mim. obrigada por tudo, minha querida tia madrinha. não digo até a um dia destes, porque sei que a tia está sempre aqui. até já.

ainda agora há pouco - distraidamente - peguei no telefone e liguei-lhe.

domingo, 10 de maio de 2015

segunda-feira, 4 de maio de 2015

domingo, 3 de maio de 2015

e ao meu afilhado:

adorei que viesses jantar comigo. ainda não comes massa: só leite. mas, estiveste à mesa connosco. adorei a tua companhia. o meu mateus - lindo de morrer!-, que sorri a cada vez que ouve a minha voz. adoro-te meu querido, como já adorava - e adoro - os teus irmãos.

e da minha mãe:

que teve a capacidade - que eu não tenho - de ser mãe e pai. obrigada por tudo.

ser tua mãe:



é o máximo. é uma roda viva. já foi um mundo de descoberta: quando eras pequenina: não percebia nada do que gostavas- eram milhares de ídolos sem serem da disney {da minha infância}. hoje tens 14 anos e lembro-me de tudo: dos rapazes; do querer sair; das perguntas que tinha para fazer e não tinha a quem recorrer para mas responderem. tu tens: tens-me a mim e fazes-mas. tenho tanto orgulho nisso. nisso e noutras coisas, que ficam só para nós: não são «publicáveis» num blogue. perguntas-me e eu respondo com toda a genuinidade que nos é tão característica. berro por seres desarrumada, trazes isso no teu ADN que não vem do meu lado, mas aceito pelo amor que te tenho. este amor sem esperar nada em troca. só este amor que sinto por ti «aguenta» alguém em tanta coisa diferente de mim [difícil] e em tanta coisa igual a mim [complicado]. temperamental como eu, justa como eu, de rompantes como eu, apaixonada como eu, doida como eu, intempestiva como eu. há coisas que vejo e sinto que olho para um espelho. sei o que vais sofrer e o que vais sorrir, já sei tudo. não é bom , nem é mau, é o que é. trago-te cravada no meu coração e na minha alma para sempre: pelo que eu sou e pelo que tu és. tenho tanto orgulho em ti: nas coisas que dizes, nas que não dizes; na postura que tens, nas postura que abdicas de ter para não magoares os outros. tenho orgulho na forma como olhas para «o outro», na forma como escolheste olhar a vida: prática. eu que só adquiri a praticidade aos 40, tu já a tens aos 14. tu és o máximo. sou tua fã, mesmo quando berro, mesmo quando resmungo, quando tento vergar-te. tu és a maior, mc. na verdade, que me dizes todos os dias. às vezes não é a verdade que quero ouvir e tu sabes, mas também sabes que só essa verdade é que vale nisto que construímos as duas.como - já- escrevi na parede do teu quarto: «amo-te, querida filha».

sábado, 2 de maio de 2015

sexta-feira, 1 de maio de 2015

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calma ainda há gente inteligente


Tudo aqui.
Já aqui tinha dito que odeio sindicatos. Odeio-os: sempre os achei uma das maiores forças de bloqueio ao desenvolvimento do país. mas, ainda há quem pense pela sua cabeça e não pertença a esta carneirada.

é desta que aquela merda fecha


continuo a achar que para se ser sindicalista não é preciso ser-se inteligente {até sinceramente, acho que deve ser ao contrário, mas deixem-me ficar calada que vêm já para aqui moer-me o juízo}. foderam tudo.

quarta-feira, 29 de abril de 2015

das coisas que a mc me diz:


« enquanto fores o que os outros querem que sejas, nunca serás ninguém».

onde é que ela vai buscar estas coisas, não sei. talvez ao instagram.

por falar em mães

quando os nossos filhos - também - nos educam. agora há pouco estava eu a fazer o jantar, entra a mc na cozinha:

- a mãe nem imagina, hoje um rapaz lá da escola decidiu pintar o cabelo de azul. chorou a tarde toda, porque foi motivo de chacota por todos...

- ... também ele queria o quê?

- ai mãe, nem acredito que está a dizer isso. ele pinta o cabelo da cor que quiser, ora essa. não está a fazer mal a ninguém. e gozar com a cor do cabelo é o mesmo que gozar com qualquer outra coisa...

- ...

- ou não é?

- tens toda a razão, mc. estás certa.

e toma lá que já comeste: tens uma filha mais sensata do que tu.

Baltimore 'mother-of-the-year'



olha eu no youtube. faria o mesmo ou até pior.
que maravilha. isto é que é ser mãe {também}. existissem mais destas e o mundo seria diferente.

terça-feira, 28 de abril de 2015

temos saudades do verão


a mc algures numa piscina, já nem me lembro onde. aliás, em abono da verdade: já nem me lembro do verão.

★ eu acredito que o amor transforma tudo ★


mas tudo mesmo, até aquilo que achamos que é impossível.
e eu achava.

segunda-feira, 27 de abril de 2015



sou suspeita, eu sei. mas, a minha filha é tão bonita. tem valores morais que às vezes ainda me deixam de boca aberta: quando a elogiam, coro. gosto tanto de ti, minha mc doida.

neuróticas, pá


ontem à noite, toca o telefone da mc. do outro lado uma amiga chorava como uma desalmada. eu ouvia-a e a dada altura oiço a mc a perguntar:

- mas, oh maria quem é que morreu?

o meu coração parou. têm acontecido tantas merdas que eu nem estava a acreditar que alguém tinha morrido. fiquei tipo em «pause». entretanto:

- olha vai passear maria, quero lá saber do derek da anatomia de grey. tu estás louca, só pode...

do outro lado:

- não me apoias neste momento? então vou ter que desligar e telefonar a alguém que me entenda...

só bos digo, que cambada de doidas, deus meu.

domingo, 26 de abril de 2015

perseguir os sonhos


e do enorme gosto que tenho em ter-me cruzado com ele. amanhã parte para uma nova aventura. fui agora, há pouco, dar-lhe um abraço. boa viagem, querido Jonas.

Tudo aqui.

sexta-feira, 24 de abril de 2015

se havia dúvidas sobre a sanidade mental da mc, elas dissipam-se com este post:


a mc bebe coca cola diluída em água.
baaahhhhhh

isto  vindo de uma filha  de uma mãe, que durante anos foi viciada nesta bebida castanha e cheia de gás ... não se pode esperar grande coisa. enfim... ando a criar uma filha para esta pouca vergonha...

o abraço. o abraço do início. o abraço, minha gente

técnica infalível para tirar a mc da cama


ontem a mc não conseguiu tomar banho à noite. tivemos um jantar lá em casa e não deu.

hoje chamei-a 52356 vezes para se levantar, aliás, como de costume. nada. de repente, lembro-me:

- oh mc, senão te levantas agora, vais ter que ir de rabo de cavalo para a escola: não vais ter tempo de lavar o cabelo.

vaidosa como só ela, em 30 segundos estava dentro da banheira. tenho que lembrar-me disto mais vezes. vou proibir os banhos ao final do dia.

do muito do que eu acho da escola pública

do quão farta estou dela. do que faço força para a mudar; das barreiras que encontro. da merda que é não ter - para já! - dinheiro para a tirar dali.

no fim da leitura deste texto, pensei: é que o que está aqui escrito é MESMO verdade e há anos que o é. já no meu tempo era esta pouca vergonha.

quarta-feira, 22 de abril de 2015

terça-feira, 21 de abril de 2015


para - eu - aprender, já que falo pelos cotovelos.

ahahahahahahahahah


os coleguinhas - rapazes - da mc ofereceram-se para fazer uma vaquinha e mandá-la para um spa, durante um fim de semana; concordaram que ela anda muito nervosa. ahahahahahahahah

nunca escondi que sou portista








mas foda-se há mais mundo além do futebol, e há dias que OUTROS VALORES se levantam. Deixem o  meu menino treinador do Bayern em paz. Anda cá, que eu dou-te colo. Quero lá saber do jogo, foda-se. Não me vão pôr um homem destes a chorar, pois não?

sexta-feira, 17 de abril de 2015

quinta-feira, 16 de abril de 2015

nota mental:


quando for ao supermercado lembrar-me que não tenho bida para andar a limpar lulas. tenho que olhar bem para as embalagens. esta merda de andar a limpar lulas às oito e meia da noite não-tá-com-nada. também em abono da verdade, nem às oito e meia, nem a hora alguma.

oh pá, calainde-bos a miúda é minha filha


ontem durante uma reunião na escola da mc. estava eu, a outra representante dos EE, a diretora de turma e a professora de português.

prof. de português olha para a outra mãe e diz: ai a sua filha é um amor: caladinha, muito serena, nem se dá por ela na aula.
olha para mim de lado e diz: já da tua, não posso dizer o mesmo! {trata-me por tu porque fui aluna dela 3 anos}.
eu: ela é minha filha, não é filha das pedras da calçada e ainda me lembro das vezes que a Sr.ª Dr.ª me mandou sair da sala de aula.

detestava que ninguém desse pela minha filha. deus me livre. queixo-me da raça da miúda, mas detestava que fosse uma tótó.

quarta-feira, 15 de abril de 2015

o meu afilhado hoje


faz 8 semanas.
o afilhado mais querido e amoroso do mundo. quando ouve a minha voz fica muito atento e quando paro de falar, sorri. o meu orgulho. é tão fofo mas tão fofo que só me apetece enchê-lo de beijos todo o santo dia.

terça-feira, 14 de abril de 2015


adoro

como é que aos 80 anos se consegue ensinar alguém a lavar um tabuleiro?


tu conseguiste.
só tinhas 79 na altura, mas hoje fazes 80. oitentaaaaa anos. muitos parabéns, E-I.

segunda-feira, 13 de abril de 2015

post que se tornou viral


"Não sou preconceituoso, acho que cada um faz o que quer da sua vida. Mas acho absurdo eu ser obrigado a presenciar uma cena como essa", começa por dizer. E vai continuando com frases como "Eu me recuso a ver uma cena como essa e considerar algo normal. Não desejo mal a ninguém, mas as pessoas deviam se preservar. "O pior de tudo é o exemplo para as crianças. Como vai ficar a cabeça de uma criança que vê essa cena todos os dias? As crianças vão achar que é normal esperar o metro em cima da faixa amarela. Então, não faça como aquele cara ali. Siga o exemplo das meninas. Espere o metro ANTES da faixa amarela, e só cruze a faixa depois que o metrô estiver parado e com as portas abertas."

domingo, 12 de abril de 2015

sábado, 11 de abril de 2015

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rita, a evangelizadora



tenho um grupo de adolescentes na minha sala. dançaram música pop até dar com um pau. estou numa de recordar coisas do passado, pus a dar esta maravilha e todas elas cantaram, lembrei-me de todas cantamos isto nas missas do colégio e emocionámos-nos. elas eram tão pequeninas {hoje ainda cantarmos na missa, mas nunca mais se «recuperou» aquele espírito: hoje, cantamos todas desafinadas:-) } que maravilha de tempo. é uma das minhas músicas preferidas. aqui, cantada pelo Padre Nuno Tovar de Lemos: dos poucos padres que me pôs a chorar e a rir na mesma homilia, não fosse ele Jesuíta :-)

sexta-feira, 10 de abril de 2015

tinha 12 anos



o meu mundo mudou com esta música. hoje ainda muda e eu acredito que o mudo, com o pouco que faço todos os dias. não sei porque é que me lembrei disto hoje.

já viram o que a «minha» cindy lauper pula? eu era ela e acho que ainda sou. e a música que continua - infelizmente - tão atual!

são os mesmos filhos da mãe que penhoram bolos de 0.20€

Partilhem esta história:

A história de uma família de Massamá, com três crianças, que está a ver a vida virada do avesso por conta da cobrança no IVA de recibos verdes desde 2008. O casal fez um pagamento de 5 mil euros da dívida numa repartição (possuem recibos a comprovar) e, oito meses depois, as finanças só dão como pagos 2.800 euros. Os salários estão penhorados e a casa deve ir a leilão.
Mário Pereira & Andreia Dias

Este texto destina-se a dar a conhecer a forma desumana como num país democrático uma família pode ser tratada pela Autoridade Tributária e seus funcionários.
Somos uma família de 5 pessoas, mãe , pai e 3 filhos, o Manuel de 10 meses, o Miguel de 3 anos e a Beatriz de 11 anos, até ao final de 2013 vivíamos como a maior parte da chamada classe média portuguesa, não fazíamos grandes aventuras financeiras mas vivíamos sem grandes dificuldades.
De repente o mundo colapsou, não ao início porque sempre acreditámos que a justiça prevalece sempre e que num estado democrático as famílias não poderiam ser destruídas em nome do saque a favor do estado.
Enganámo-nos e de que forma. No final de 2013 foi a minha esposa notificada pela repartição de finanças de Queluz sobre um processo de IVA, aparentemente e segundo as finanças, ela, trabalhadora por conta de outrem mas também a recibos verdes, deveria no ano de 2008 ter alterado o seu regime de IVA passando a cobrar IVA às entidades para as quais trabalhava.

Recebemos a notificação, confesso que ficámos apreensivos mas não desesperados, pensámos sempre “ok não cobrámos o IVA, as empresas também não o deduziram, mas quer dizer, não roubámos nem lesámos o estado em nada, já que não ficámos com nenhum imposto” eventualmente vamos ter de pagar multas pela não entrega das declarações ou por não termos mudado o regime tributário, sim porque multas isso há sempre, e o regime tributário é automático para o que lhe interessa mas para o que convém não o é…

Ora se verificaram pelas nossas declarações de rendimentos que a minha esposa tinha ultrapassado os limites nos recibos verdes porque não mudaram o regime de forma automática, porque não a notificaram de imediato logo em 2008? Na nossa perspectiva não o fizeram propositadamente de forma a cobrar mais ao contribuinte.

Passado pouco tempo após a notificação fomos junto da repartição de finanças onde nos foi comunicado que não tendo ela cobrado o IVA às entidades teria de o suportar integralmente e portanto tinha agora 30 dias para entregar todo o IVA de 2008 a 2013 sobre todo o rendimento via recibos verdes, sem direito a deduções e com multas e juros associados, um valor de cerca de 15.000€ a que acresciam juros e coimas.
Dois dias após nos terem apurado estes valores, e porque estávamos no inicio de Dezembro de 2013 e em período de perdão de juros dado pelo governo, emitimos algumas guias de pagamento via site das finanças e com a poupança da família tentámos reduzir esta divida injusta, a nosso ver, se não recebemos o imposto porque temos de o entregar?

Foi-nos dito pela repartição de finanças que teríamos de pagar porque o IVA era crime e levava a penhoras imediatas, X% do vencimento , 100% dos valores recebidos em recibos verdes, e penhora imediata de qualquer bens que estivessem em nome da minha esposa.

Assim pegámos em 5.000,00€ das nossas poupanças (todas as que tínhamos) e fomos com as devidas guias (emitidas via site AT pelo acesso da minha esposa) à repartição de finanças de Queluz para efectuar aquele pagamento que não só reduziria a divida como retirava os juros do montante liquidado.
Aqui começou o horror.

Quando fomos para pagar as guias no valor de 5.000,00€ inexplicavelmente o funcionário da repartição de finanças de Queluz disse que não podiam ser pagas, pedimos para chamar o responsável que nos veio dizer que não podiam ser pagas aquelas guias porque não estavam ainda em sistema (as guias foram retiradas do portal da AT).
Incrédulos com a situação e porque legalmente podemos pagar as guias em qualquer repartição de finanças, fomos à repartição de finanças da Amadora com as guias, contámos a situação e as funcionárias nem acreditaram no que estávamos a dizer, assim receberam os 5.000,00€ processaram as guias e colocaram as vinhetas de liquidação das mesmas.
Três dias depois verificámos que a divida que constava no site da AT era exactamente a mesma, dirigímo-nos novamente à repartição de finanças de Queluz com as guias devidamente validadas pelo sistema da AT como pagas e pedimos que fosse retirado ao valor em divida o valor pago nas guias e os respectivos juros, dado que foram pagas ao abrigo do regime dado pelo governo.

Foi-nos dito que não o poderiam fazer porque não conseguiam verificar o pagamento das guias por não ter sido feito naquela repartição (relembro que as guias estavam à frente deles com o selo de pagamento emitido pela repartição da Amadora), apesar disso foi-nos dito que teríamos de esperar e que teríamos de realizar um requerimento a pedir que fosse considerado aquele pagamento, porque a sr.ª da repartição não iria à procura nos extractos bancários da AT do nosso pagamento.

Nós ainda dissemos “pois não precisa de procurar porque temos as guias pagas que fazem prova de pagamento” ao que nos respondeu ”para nós não fazem, e se querem que esses valores sejam deduzidos têm de provar que os pagaram” era o que estávamos ali a provar com as guias validadas pela repartição, mas inexplicavelmente não aceitaram e a divida apesar de amortizada não foi reduzida.

Assim, dos 15.000€ que reclamavam, já tínhamos pago 5.000€ e continuávamos, segundo eles, a dever tudo na mesma, só que agora com as poupanças da família gastas.
Entretanto, e porque não tínhamos possibilidades de pagar o valor reclamado pela AT e as cartas de ameaças não paravam de chegar, realizámos um plano prestacional para irmos pagando o que reclamavam.

Um erro, porque ao fazermos isto assumimos que devemos o dinheiro. A malha fiscal é pior que qualquer esquema fraudulento que exista.
Os planos vieram mas com o valor total em divida mais juros e coimas e afins, mas e então os 5.000€ pagos aos quais eram ainda retirados juros e coimas onde estão abatidos?

Não estavam, continuavam sem reconhecer o pagamento desse valor e fizeram os planos prestacionais pelos valores totais que eles apuraram.

Mais surpresas para ajudar, para além de termos gasto os 5.000€ das poupanças da família continuávamos a dever tudo segundo eles e como era um processo de IVA o prazo máximo de pagamento prestacional era de apenas 24 meses o que dava uma prestação de cerca de 1.000€/mês. Nesse momento a nossa vida colapsou, 3 filhos, casa para pagar e 815€ de ordenados da minha esposa e 500,00€ meus, com uns extras em recibos verdes sempre inconstantes, como poderíamos pagar uma prestação de 1000€?

Mas era a única solução ou tiravam-nos tudo, dinheiro dos bancos, carros e casa… enfim com a ajuda dos amigos e da família fomos conseguindo cumprir todos os meses os planos, mas o bullying não parou, todos os meses somos bombardeados com penhoras, ameaças de venda da nossa casa entre outras ameaças, apesar de cumprirmos sempre com os pagamentos dos planos prestacionais, todos os meses nos penhoram 1/6 do ordenado da minha esposa (cerca de 160€ de um ordenado de 815€) mandam penhoras para todos os locais onde ela está a recibos verdes para lhe penhorarem os recibos, e durante 8 meses todo o dinheiro que foi penhorado, assim como os 5.000€ pagos e respectivos juros nunca apareceram.

Passados 8 meses começou então , depois da intervenção de uma advogada que já vai numa despesa de 2.000€ que o meu pai vai pagando, a aparecer algum dinheiro, fomos novamente à repartição de Queluz para vermos a melhor forma de se aplicar o dinheiro.

Idealmente amortizarem prestações nos planos para nos aliviarem mensalmente um orçamento agora muitíssimo apertado era a nossa ideia, mas quando lá chegámos as finanças já tinham aplicado o dinheiro, parte do dinheiro porque não apareceu todo (estranho porque os 5.000€ foram pagos todos ao mesmo tempo mas eles só acharam parte desse dinheiro), onde queriam e como queriam, e assim amortizaram umas prestações finais e nós continuávamos a pagar mensalmente o mesmo só que agora por menos meses.

Mas nós precisávamos era de liquidez um mês ou dois para podermos comprar leite para os miúdos que ia escasseando cá por casa.

O facto é que apesar de todos os meses, nem sei bem como, irmos pagando os planos prestacionais, o dinheiro das penhoras só agora passado mais de um ano começou a ser aplicado, ainda assim neste momento já sem poupanças nenhumas, com cartões de credito estoirados, com dinheiro emprestado de amigos e família que não sabemos como iremos pagar ou quando poderemos pagar, continuamos mês após mês a receber cartas de penhora de ameaças, surgem novos processos que nem sabemos o que são porque nunca nos conseguem explicar, temos bancos a ligar, rendas atrasadas compras por fazer e a AT só quer receber, receber, receber algo que nunca lhes tirámos nem recebemos.

Nunca quiseram notificar as entidades para que assumissem o pagamento do IVA porque não lhes queriam dar o direito às respectivas deduções, mandaram-nos a nós fazer isso. Imagine o que é chegar à entidade patronal e dizer “olhe tem de entregar os ivas desde 2008 porque eu devia ter cobrado e não cobrei…. “
Ontem, dia 07/04/2015, recebemos mais uma notificação agora para além de tudo o que pagámos e do que pagámos mas ainda não apareceu ou foi deduzido à divida, querem mais 2.000€ de multas por falta de entrega das declarações desde 2009 (sim porque entretanto conseguimos impugnar por prescrição o ano de 2008, mas eles tentaram receber claro) isto no mês de pagamento do IMI , é impossível.

A AT tem feito de tudo para que entremos em incumprimento e vai conseguir, recebemos 1.300€ cá em casa temos de pagar neste momento 700€ ás finanças, agora mais 2.000€ e mais o IMI não conseguimos e no mês de Março já não fomos capazes de pagar um dos planos prestacionais, agora não sabemos se nos vão vender a casa, já nos enviaram uma notificação a dizer que sim que vão vende-la em leilão, que vão proceder à penhora dos vencimentos em 1/6 e dos recibos verdes na totalidade e assim vão tirar-nos o pouco rendimento que temos, deixamos de poder pagar agua, luz, gás e renda, deixamos de poder comprar comida para os nossos filhos e claro deixamos de poder pagar-lhes e ai vêm mais multas, juros e coimas e nunca mais teremos vida, futuro ou qualquer tipo de perspectiva… estamos desesperados, fortíssimos enquanto família mas precisamos de ajuda a divulgar o bullying de que estamos a ser alvos, temos provas documentais de tudo e podemos provar que estamos a ser alvo de perseguição da AT, destruíram-nos a vida, acabaram connosco e continuam até nos matar de vez… por favor ajudem-nos a divulgar esta situação em nome da nossa sobrevivência e dos nossos filhos!

Aventar

terça-feira, 7 de abril de 2015

temos ou tivemos um lugar só nosso




« Num sítio só nosso. Onde ninguém nos encontre. Num sítio onde o tempo se suspenda e o abraço se estenda. Um local onde o beijo apareça e o colo apeteça.
Num sítio desconhecido. Onde ninguém nos importune. Num sítio onde o sorriso ganhe e o colo nos apanhe. Um local onde as mãos se dêem e os pensamentos se lêem.
Só nós.
Vamos?».
 Rita Leston 

segunda-feira, 6 de abril de 2015

tinha aqui um texto todo arquitetado na minha cabeça


mas não consigo: acho - que hoje - os meus dedos não acompanhariam a minha alma.foi tudo tão rápido, que acho que o meu coração perdeu o comboio na estação do teu banho. foi enquanto tomavas banho e eu preparava uma merda qualquer. disseste-mo e eu já nem lembro o que fazia na altura. tudo ficou em branco na minha mente, tudo ficou turvo. saí de casa, fui comprar cigarros e encontrei-o. tinha que contar a alguém: contei-lhe a ele {não acredito em acasos, mas hoje essa merda não interessa nada}tu contaste-me, eu fui ao multibanco levantar dinheiro e respirar. aqui em casa não o conseguiria. voltei mais leve depois dele ter -me dado os parabéns. não os entendi na altura, mas sorri porque senti que eram merecidos, entendi-os depois durante o jantar. até isso foi o universo: vieram cá a casa cozinhar ameijoas. não sabiam que só comes o molho com pão, mas comeste e foi durante a noite que percebi porque é que estava de «parabéns». estou, mas tu também, minha filha.

sexta-feira, 3 de abril de 2015

a comissão de proteção de menores vem atrás de mim, só pode

mc maquilhou-se. estou lixada. obriguei-a  atirar aquela merda de cara, só bos digo: fodeu-me um tubo inteiro de algodão.
meu deus, dá-me paciência! esta merda só ao estalo.*

* só não fotografei o algodão porque ela não deixou :-)

quinta-feira, 2 de abril de 2015

aviso à navegação:

quando me mandam: sms; press release; emails; sinais de fumo como blogger, ou até mesmo como rita, para marcas de grávidas. eu uso o DIU, esperooooo nos próximos 500 anos, não estar grávida. obrigada na mesma pelo contacto.
no entanto, posso aceitar vouchers para pré-adolescentes, tais como: jantares na pizza hut, saídas à noiteeeee [coisa que me incomoda bastante. têm que pagar bastante.], viagens a nova york, roupa [muita roupa] estejam à buntadinha ....

quarta-feira, 1 de abril de 2015

abril águas mil

mas não penso nisso.
só penso que falta 1 mês para maio e 2 meses para o MEU  mês, o resto são balelas. aquilo: ai cutchi cutchi todos os meses têm a sua beleza, quilhande-bos: eu quero é sol, eu quero é calor. o resto ca sa lixe, para não dizer outra coisa, mas a esta hora da noite não quero ferir suscetibilidades. vem lá abril, mas passa rápido que o pessoal quer é maio e junho.
mas por acaso amanhã, bou à praia, só por causa das tosses.

não, não é mentira de 1 dia de abril


hoje, eu e a mc fomos confessarmo-nos para a páscoa. sim, temos este ritual: somos católicas praticantes. antes da páscoa e do natal - e quando entendemos - vamos. a minha confissão foi mais rápida [? nem quero perguntar o porquê...], saio do confessionário, rezava na Igreja [não tive penitência, mas rezava ] e oiço o padre que ouvia a mc, à gargalhada. ela ria-se com ele. nem na igreja, ela é bem comportada está visto. esta miúda leva gargalhada a todo o lado. não me contou nada, só me disse que o padre tinha falado da história de Portugal. só podia estar a rir-se da ignorância dela. espero eu... ou não, já nem sei.

na minha opinião




esta nova moda dos elásticos invisíveis  (que de invisíveis nada têm, alguém me explica como é que se abota um elástico rosa ou cor de laranja e ninguém vê? pelo amor da santa!) é igual à moda da molinha no cabelo. deumalibre é que nem em casa. a molinha dá aquele ar que se fugiu do cabeleireiro sem pagar e sem fazer o brushing; os elásticos parece que trazem um fio de telefone enrolado no cimo da cabeça. dos telefones antigos, tá benhe? nasci em 1973.