sábado, 31 de janeiro de 2015

estive a reler tudo o que nos escrevemos



e tive vontade de pôr aqui esta música, só para ti. sim, para ti. tu sabes quem és...

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Eu e a MC

« (...) A mim, Ele me ensinou tudo. Ele me ensinou a olhar
para as coisas. Ele me aponta todas as cores que há
nas flores e me mostra como as pedras são engraçadas
quando a gente as tem na mão e olha devagar para
elas.
Damo-nos tão bem um com o outro na companhia de tudo
que nunca pensamos um no outro. Vivemos juntos os dois
com um acordo íntimo, como a mão direita e a esquerda.
Ao anoitecer nós brincamos as cinco pedrinhas no
degrau da porta de casa. Graves, como convém a um DEUS
e a um poeta. Como se cada pedra fosse todo o Universo
e fosse por isso um perigo muito grande deixá-la cair
no chão.
Depois eu lhe conto histórias das coisas só dos
homens. E Ele sorri, porque tudo é incrível. Ele ri
dos reis e dos que não são reis. E tem pena de ouvir
falar das guerras e dos comércios.
Depois Ele adormece e eu o levo no colo para dentro da
minha casa, deito-o na minha cama, despindo-o
lentamente, como seguindo um ritual todo humano e todo
materno até Ele estar nu.
Ele dorme dentro da minha alma. Às vezes Ele acorda de
noite, brinca com meus sonhos. Vira uns de pena pro ar,
põe uns por cima dos outros, e bate palmas, sozinho,
sorrindo para os meus sonhos.
Quando eu morrer, Filhinho, seja eu a criança, o mais
pequeno, pega-me Tu ao colo, leva-me para dentro a Tua
casa. Deita-me na tua cama. Despe o meu ser, cansado e
humano. Conta-me histórias caso eu acorde para eu
tornar a adormecer, e dá-me sonhos Teus para eu
brincar.».

FP, Alberto Caeiro

[...]


perdi o meu telemóvel


e por muito que me custe admitir morreu uma parte de mim. tinha lá mais de 700 números.

viram uma maluquinha com um saco destes na cabeça


a correr na rua?
era eu.

ahahahahahahahahahahahah



que gentalha, deus meu. é que nem devem saber ler.

https://www.facebook.com/acontecemcoisasboas/photos/pb.282886038577094.-2207520000.1422614521./319899681542396/?type=1&theater

e só para que saibam


estou com uma saia giríssima: igual a esta, mas em rosa. uma tara de uma saia, a mc é que é uma parola :-)

ouvir isto logo pela manhã, confesso: não é fácil


há pouco fui levar as miúdas à escola. cheguei ao portão da escola, lembrei-me que tinha uma ata para assinar, chovia:

- caramba, vou ter que sair do carro e ir à receção assinar um documento. ai porra que chove e vou lixar o cabelo todo. ai que estou cheia de pressa e já são 8:10. e se eu viesse logo? ai mais vale ir agora, que logo é melhor ires para casa de autocarro...

disse isto tudo, enquanto me preparava para sair da carrinha: carteira na cabeça e chave em punho. até que olho para a iluminada da minha filha e está a exa a mirar-me de alto abaixo e sai-se com esta pérola:

- sempre que a mãe vem aqui à escola e tem que sair do carro, vem mal vestida.

- ????

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

foda-se, fujam. eu hoje queimo


- meti a mão no forno: queimei-me. outra cicatriz na mão. espero que seja sexy ;
- meti a massa folhada no forno: queimou. espero que se coma;
- virei a lenha na salamandra: queimei-me;
- a fazer o arroz: queimou.

olha porra, hoje é dia....

Clarice Falcão - Macaé


adoro esta música


vai ser gira assim para o raiocataparta


agora há pouco:

amiga: fui ao teu blogue e revi-me tanto, mas tanto num dos teus posts... adivinha qual?

eu: já sei... vais mandar o Francisquinho para o Colégio Militar ... ahahahahahah

o que eu hoje já dancei isto



e cantei: aos gritos no carro.

atentem ao 0:51 :-)

e dinheiro para a mandar para um colégio na suiça? não tenho.


estou - desde ontem à noite - a escrever um email à Diretora de Turma da MC. Escrevo, apago, escrevo, apago. Esta miúda tem uma personalidade fortíssima: leva tudo à frente. Vai ser o cabo dos trabalhos educa-la. Mas, eu chego lá, caramba. Ela tem razão, só perde pela forma como diz as coisas. Acho que vou meter-me no carro e falar pessoalmente com a professora.
 
Na volta, trago a MC comigo, meto-a no Alfa e mando-a para o Instituto de Odivelas, que isto para a Suíça está difícil :-)

post escrito há um ano


Se olhar para trás constato que fui muito mais amada, do que alguma vez amei; aliás amar só amei uma vez na vida. Por vezes, arrependo-me da minha impulsividade, mas logo de seguida, arrependo-me de ter-me arrependido, porque eu sou assim e só a Rita verdadeira, tem graça. Tenho muitas vezes medo, mas penso: vou com medo mesmo e aí, surge a coragem. Tenho uma paixão assolapada pela minha filha, mesmo quando me leva à loucura. Luto sempre por aquilo em que acredito, tenho é que acreditar mesmo. Já expulsei muita gente da minha vida, por ser o melhor na altura, os que eram realmente bons, voltaram e ficaram. Já adormeci muitas vezes a chorar. Mas, já adormeci muitas vezes embalada pela paixão e pelo amor. Já acreditei em príncipes encantados, agora aos 40 faço um esforço para acreditar. Já decepcionei muita gente que me amava e houve uma que me decepcionou sem eu a amar. Gosto de estar sozinha no meu lugar no mundo e encontrar mais um bocadinho da minha alma, mas adoro as gargalhadas das pessoas que amo. Já sorri enquanto chorava lágrimas de tristeza e já chorei de tanto rir.  Já tive crises de riso, quando devia manter-me séria . Quando estou furiosa, ou grito ou mergulho num profundo silêncio. Já senti falta de alguém e sei que faço falta a uma em especial. Já gritei quando devia calar e já calei quando devia gritar. Já não tenho pretensão em mudar alguém, só em moldar a minha filha. Por vezes, sou bruta com as minhas amigas mas, elas não têm ninguém mais amigo do que eu. Todos os dias, antes de adormecer sonho com histórias lindas. Quando era pequenina tinha medo do escuro, hoje é um dos meus "amigos": ele e o silêncio. Já caí inúmeras vezes mas, em todas as quedas tive a certeza de que a minha força estaria comigo, e esteve. Às vezes tenho uma calma tão grande dentro de mim, não sei explicar de onde vem; outras, estou em estado de alerta horas seguidas. Sempre que venço uma batalha, sei que rapidamente chegará outra, a minha vida sempre foi assim. Quando falam mal de mim, sorrio, só eu sei de que massa sou feita e que mais ninguém se deita com a minha consciência. Vivo com a consciência tranquila e a alma exaltada. Sou uma apaixonada por tudo o que me proponho fazer, dizem que se vê a olho nu. Não sei ser {em nada} pela metade, só sei ser inteira. Quando me entrego atiro-me, quando recuo faço-o com o mesmo orgulho do avanço. Não trago arrependimentos, sou fiel ao meu coração: sigo-o sempre, só faço o que ele me manda fazer. Não tenho um lado racional, mas prometo todos os dias que vou ter. A emoção comanda a minha vida e quem comanda a minha vida sou eu.

tão eu*


"Se doeu tem que falar. Se incomodou tem que explicar. Se tá ruim tem que ajeitar. Se estragou tem que consertar. Ou então jogar fora. Entende? Não dá pra passar a vida inteira com as coisas entaladas na garganta."
 
Clarissa Corrêa
 
* que poucos percebem, que muitos julgam mau feitio. os humildes, quando me deixam explicar, passam a perceber e a elogiar.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

a minha próxima compra:


este mês foram para a mc, em breve serão para mim. coisamailinda.

hoje não foi a mc que esteve no "seu melhor", fui eu


a mc anda há uns dias a esticar a corda, depois de uma {exaustiva} explicação de matemática cá em casa - sim, esta miúda conseguiu pôr-me a pagar-lhe explicações particulares {se Deus quiser não há-de ser a nulidade que a mãe é!} - levei-a à escola. como anda preguiçosa, respondona e parva, decidi chegar à rua da escola e dizer:

- se não me disseres que sou a mãe mais querida do mundo, que vais estudar muito, que não vais - mais - responder torto, a mãe põe a rádio festival no máximo com os 4 vidros abertos...

era hora de saída: a escola estava em peso na rua. não imaginam as coisas que me disse: marabilha e ainda me encheu de beijos. ah pois, que aqui em casa a vingança é um prato que se serve frio...

Samba E Amor



é tão bonita esta música. tão bonita

Beija Eu


terça-feira, 27 de janeiro de 2015

não sei por qual ordem

mas quero que os gajos da segurança social e da edp vão para o raio que os parta. e isto para ser soft.


e quando só um dos lados acredita?


há uma voz no meu lado esquerdo {e só nesse} que me pede para não desistir. a maior parte das vezes só sussurra, mas de quando em vez desata numa gritaria.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

quem lê este blogue

 
sabe o quanto não gosto de carne. não, por fundamentalismo, só porque não gosto mesmo: sabe-me mal. como ovos e peixe, mas a carne... às vezes canso-me de fazer dois pratos: um para mim, outro para a mc {carnívora de primeira}. hoje alinhei no prato dela: estive para morrer o dia todo. enjoada, maldisposta: um horror. o meu corpo desabituou-se, que fazer? agora à noite a minha sobrinha e o meu irmão vieram cá jantar, era carne por todo o lado. deumalibre. fiquei-me pela salada, mas agora como paté de morcela e pinhões e estou radiante da vida. sou mesmo maluquinha, que fazer?

a mc está numa fase do piorio


ando com 0 de paciência para a aturar, hoje a coisa compôs-se. a ver vamos por quanto tempo.

top


domingo, 25 de janeiro de 2015

ora, com a vossa licença



alguém explica ao Intermarché, que em Portugal, é proibido dar boleia a estranhos?
em relação ao outro anúncio: a senhora a abrir a porta de roupão é um momento de humor. nem a menina Ermelinda que tem uma mercearia aqui por baixo do prédio e é das pessoas mais simpáticas que conheço.
gosto do pormenor do esclarecimento que é baseado numa história verídica.


quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

hoje foi o dia, ou melhor a noite


de começarmos a nossa caixinha da gratidão: a partir de hoje, eu e a mc vamos escrever 2/ 3 post it com algo que tenhamos para agradecer do nosso dia. só vamos abri-la no final do ano. eu que sou uma cusca por natureza, fui - agora - espreitar os dela: tinha um material, mas a forma como o escreveu, comoveu-me. amanhã explico-lhe melhor o objetivo. tenho certeza que 2015 vai ser um ano caraças.

episódios domésticos que não interessam a ninguém

depois de escrever o título do post, pensei: mas foda-se, nada do que aqui escrevo tem interesse, casalixe.

- hoje ao fazer uma refeição gastei quase 1 kg de cenouras. é verdade: congelei sopa para 6 dias. mas, foda-se um kilo de cenouras? {não fiz só sopa}

- andei 15 dias para perguntar a alguém o que era couve romanesco? andava maravilhada com a sua beleza e pensei: esta merda deve ser para decorar o supermercado, só pode. não, aquilo é comestível {dá pena, é uma verdade: de tão bonita que é} e hoje enchi-me de coragem e perguntei à Senhora que estava ao meu lado, resposta: ai e tal é parecido com brócolos. e trouxe. não me arrependi: pus na sopa. ouvi imensos elogios à mesma;

- gostava de ter dinheiro para comprar uma bimby para passar a sopa como a mc gosta. by the away, alguém sabe de uma varinha mágica daquelas que aniquila tudo? a minha é uma braun minipimer, esta merda faz-me doer as mãos de tanto passar a puta da sopa e o raio da miúda é mimada e não aguenta fios;

- hoje criticaram-me de não ter copos para vinho tinto: daqueles largos. valha-me o nosso senhor, ao menos trouxeram o vinho;

- esta merda de não ter dinheiro para comprar uma máquina da loiça { ou de ter outras prioridades, vá!}, vai matar-me. o que vale é que não gasto dinheiro em manicure e afins;

- já sei que tenho que ter sempre coentros na minha cozinha: hoje esqueci-me de comprá-los. foda-se.

mas, tivemos uma maravilha de um jantar,  valha-nos isso.

uma boa ideia:


{de costas parecesse com a minha viking - a minha sobrinha é nórdica, daí o nome que lhe dou. até o tótó é igual}

o meu irmão teve a brilhante ideia de criar um email para a minha sobrinha, sei que ela só tem dois anos e meio e não lê!, mas vamos poder enviar gracinhas e episódios do dia-a-dia e ela daqui a uns anos pode ler. achei a ideia: top.

odeio a cama da mc


fazê-la é quase como lutar boxe*. confirma-se que sou uma outsider.

* quando é ela a fazê-la, parece que andou lá em cima a lutar boxe. fica com ótimo ar.



quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

podia ter escrito isto:


« Não foi fácil. Sempre discreto, guardas só para quem deixas aproximar que conheça o teu perfume. E foi preciso antes despertar outros sentidos para que eu desse pelo teu cheiro. ...
Primeiro decorei o teu perfume. Igual a tantos outros, mas que em ti me enebria. Depois entranhei o teu cheiro em mim. Esse odor que conheço de olhos fechados. Inigualável. Que mas ninguém tem. Ficou impregnado na minha mente. Na minha pele. Nos meus lençóis. Esperado nos meus dias e ansiado nas minhas noites.
E decorei o nosso cheiro. A nossa mistura de odores que exalamos juntos. Pura animalidade e marcação de território. Puro amor e conquista. Desejo carnal e sentimento real. Suores, salivas, lágrimas.
Basta que passemos um pelo outro para que os nossos cheiros se misturem. Posso passar por ti sem te ver que te reconheço. Posso passar por onde já não estás e saber que ali permaneceste.
Tenho o teu cheiro comigo. Discreto. Inebriante. Único. Doce e terno. Selvagem e animal.
E tu? Ainda te recordas do meu perfume? Do meu cheiro contigo? Do nosso odor juntos?
E tu? Ainda guardas o meu cheiro em ti? »
 
 Rita Leston - Gosto de ti, e então?

{private post}


esta sou eu: meio maluquinha






 
« Eu preciso aprender a ser menos. Menos dramática. Menos intensa. Menos exagerada. Alguém já desejou isso na vida: ser menos? Pois é. Estranho. Mas eu preciso. Nesse minuto, nesse segundo, por favor, me bloqueie o coração, me cale o pensamento, me dê uma droga forte para tranquilizar a alma. Porque eu preciso. E preciso muito. Eu preciso diminuir o ritmo, abaixar o volume, andar na velocidade permitida, não atropelar quem chega, não tropeçar em mim mesma. Eu preciso respirar. Me aperte o pause, me deixe em stand by, eu não dou conta do meu coração que quer muito. Eu preciso desatar o nó. Eu preciso sentir menos, sonhar menos, amar menos, sofrer menos ainda. Aonde está a placa de PARE bem no meio da minha frase? Confesso: eu não consigo. Nada em mim para, nada em mim é morno, nada é pouco, não existe sinal vermelho no meu caminho que se abre e me chama. E eu vou... Com o coração na mochila, o lápis borrado, o sorriso e a dúvida, a coragem e o medo, mas vou... Não digo: "estou indo", não digo: "daqui a pouco", nada tem hora a não ser agora. Existe aí algum remedinho para não-sentir? Existe alguma terapia, acupuntura, pedras, cores e aromas para me calar a alma e deixar mudo o pensamento? Quer saber? Existe. Existe e eu preciso. Preciso e não quero.».
 
Fernanda Mello

domingo, 18 de janeiro de 2015

parece que vai ser agora:


o meu livro espera-me e o meu copo de vinho também. ah! e o cigarro {que vergonha!}. aí vou eu...

minha nossa senhora


top. deumalibre, só de bomba de oxigénio.


Just say that I need him as roses need the rain
And tell him that without him my dreams are all in vain
Just say I love him loved him from the start
And tell him that I'm yearning to say what's in my heart
Just say that I need him as roses need the rain
Tell him that without him my dreams are all in vain

If you should chance to meet him anytime anyplace anywhere
Say I was a fool to leave him
Tell him how much a fool can care
And if he tells you he's lonely now and then
Just won't you tell him that I love him
And want him back again

If you should see him anytime anyplace anywhere
Tell him I was a fool to leave him
Tell him how much a fool can care
And if he tells you he's lonely now and then
Won't you just say I love him and want him back again
Won't you just say I love him and want him back again
 

ai o domingo é para descansar?


ok, acordei às11:30. dormi, é uma verdade. tomei o pequeno almoço descansada, li durante meia-hora. depois começou o rodopio: almoço cá em casa. cozinhei, pus a mesa, tratei da minha sobrinha. levantámos a mesa, o meu irmão arrumou a cozinha, estive a arrumar fotografias e merdas no escritório. a bebé acordou. e toca a arrumar a loiça da cozinha, acabei de arrumar e já estava tudo com fome. volta a pôr a mesa, fazer chá, scones. tira outra vez tudo da despensa: geleias, chá, leite, chocolate e um sem fim de coisas. outra vez a cozinha em pantanas. deumalibre o que esta gente come. saem duas fornadas de scones. rebuliço geral, migalhas por todo o lado. o meu irmão a dizer: desta vez não sou eu a arrumar. a mc deu uma mãozinha, mas já se sabe que o instagram fala sempre mais alto. uma hora à mesa a rir à gargalhada. vai de arrumar outra vez a cozinha. enquanto arrumava, só pensava: se ficam cá mais vinte minutos, já estão a pedir jantar. dassss.
acabaram de sair. ufa! mas a mc já disse que quer umas tostas que eu costumo fazer que são uma delícia, prometo deixar receita aqui no blogue, um dia destes. esta merda de arrumar a cozinha nunca mais acaba? é que quero beber um copo de vinho tinto e ler. afinal é domingo, não é? ou será que não?

um dos desejos da mc:


que eu a deixe vestir-se de preto.
tem a desculpa de ter 14 anos, digo eu...
mas, não deixo e isso mata-a. se vissem o braço de ferro. há dias que quase me vence pelo cansaço, tal é o massacre, mas ainda não conseguiu,
como é que se explica a uma adolescente que tem toda a vida para ser adulta? não se explica, já percebi... caraças, a miúda dá luta.

sábado, 17 de janeiro de 2015

isto já não vai lá nem com xanax, nem com vinho


há pouco na minha carrinha, vínhamos do supermercado:

 - amiga da mc: oh mc, tu já viste se tínhamos um pai polícia? tu já imaginaste? não podíamos sair à noite, tínhamos horários para tudo...
- mc: ai a minha mãe é polícia... só não exerce...

...

esteve mesmo para ficar sem jantar...

top


ele voltou.

| só tu JD vais perceber a escolha desta fotografia  :-) |

por favor, sai uma caixa de xanax e um copo de vinho tinto para a mesa 5


- mãe, já sei o que quero nos anos...

{atenção a mc faz 15 anos em novembro. falta pouco portantosssss}

- e então, filha?

- um curso de auto maquiagem

- ...

- até porque nessa festa de anos já vou poder sair à noite...

- ...

é melhor trazerem-me já a garrafa!

top


Just Say I Love Him


terça-feira, 13 de janeiro de 2015

decidi


que à segunda e à quarta o meu despertador deixará de tocar às seis e meia e sim, às sete e meia. mais uma hora a dormir, vai ser a puta da loucura.

hoje


foi dia de pôr a mc de castigo, esta merda mata-me. mas ela tem que aprender que quem manda aqui sou eu. isso da democracia é fora da porta de casa.

foda-se

isto foi um balde fria.

afinal

sou um bocadinho mais esperta do que aquilo que achava e o mapa não me fez mais cabelos brancos: embora, tenha que confessar que quando foi para inserir as fórmulas hesitei, mas a coisa andou.
agora tenho que ler um guião para um livro e apetece-me mandar tudo para o cara***, mas como o orçamento tem que ser enviado amanhã, bamos a isto...
nunca quis a vida das 9h às 18h, mas às vezes penso: porra, às onze estava na cama e a minha filha tinha uma mãe dita: normal. mas não, trabalha mula que o dinheiro não cai do céu. e no meio desta merda toda, ainda aqui escrevo e isso é bom. há lá coisa melhor que sermos senhoras do nosso tempo? isso também são balelas, foda-se que amanhã a puta do despertador toca às seis e meia da manhã. valha-me o amanhecer da minha janela, valha-me isso.
tenho é que parar de escrever que tenho que ir dar um beijo à minha filha que já dorme há uma hora e meia e puta que pariu que já só tenho um cigarro. já vos disse que adoro a minha vida? mesmo com aquele filho da mãe que não me ligou hoje*? e mesmo não tendo um único trabalho que me dê para viver: tenho que ter vários...
 
* acordei com 3 mensagens dele, enviei uma às oito da manhã. respondeu? não. mas, salva-o o facto de eu saber que também se esfalfa a trabalhar e que - tal como eu! - se faz à vida. haja trabalho. mas, o que me fode mesmo é não ter cigarros.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

isto com 3 cigarros pela noite adentro

está bonito, está... vou entregar o mapa lá para dia 30 de fevereiro de 2016.

agora vou fazer um mapa até de madrugada

 

sou tão burrinha que hão-de ser quatro da manhã e eu ainda aqui hei-de estar em cima do pc.

acredito


que as circusntâncias sou eu que as faço. essa do sujeitar-me a elas, não é para mim {aquela velhinha frase: eu sou eu e a minha circunstância do ortega y gasset, se não me falha a memória não é algo em que acredite}. foda-se eu tenho e devo [me] acreditar que quem faz as minhas circunstâncias sou eu. quem manda nesta porra tenho que ser eu. eu acredito em mim, querem maior crença que esta?

mainada