sexta-feira, 17 de novembro de 2017

naquela manhã,


deve estar agora a fazer um ano, pediste-me ajuda. Já não o fazias há muito. [lembro-me de há uns oito anos teres-me mandado uma mensagem a pedir chá porque estavas doente. desde aí nunca mais precisaste (?) de mim]. Tinhas-te magoado no treino e não conseguias andar. Fiz por ti o que faria por qualquer pessoa que passasse por mim na rua: carreguei-te até ao elevador e fui à farmácia comprar um analgésico. Trouxe, também, pão e leite. Sempre detestaste este meu cuidado contigo; sempre achaste que me impunha a cada gesto. Nunca o fiz com essa intenção: fi-lo sempre pelo amor que sentia sinto por ti. Quantas vezes não ajudei à distância? Lembro-me que cheguei a mandar o almoço / jantar pelo elevador. Nunca me impus e por não me impor é que morri naquele abraço que me deste

Cheguei da farmácia e tu já tinhas tomado banho, apareceste-me de cuecas e eu vesti-te já que não conseguias mexer-te, calcei-te e quando encaixaste o segundo pé na sapatilha, levantaste-te com a minha ajuda. [reparei que a fotografia dela estava na tua cómoda e morri]  Afastei-me - tive sempre presente que querias e queres a distância - e quando estavas em pé, pediste-me um abraço para me agradeceres. Abriste os braços, aproximei-me e deixei-me envolver. A merda do meu coração -  que sempre foi livre - começou a bater desesperadamente. Eu, com medo que sentisses [ele batia forte no meu peito, eu via-o debaixo da camisola], tentei manter-me dura, afastei-me com um perímetro de segurança, respirei e e desembaracei-me dos teus braços, mas sempre com a preocupação do que tu achas que eu sinto, voltei a abraçar-te, sem antes, contar uma história que o meu mogli me tinha contado dois dias antes. Tudo para disfarçar o que estava a sentir. Não sei se consegui. Tinhas uma escritura nesse dia. insisti para irmos ao hospital, e tu como bom workalcoholic, respondeste que nem pensar.

No teu carro tinhas a mão nas mudanças, olhámos-nos fundo e ainda repeti que podias sempre contar comigo. Não confessei o meu amor por ti, não posso fazer-te essas coisas. Foste fazer a escritura e eu fui trabalhar. Ainda falámos mais uma ou duas vezes durante o dia. Controlei-me. Mas, ao fim do dia a minha preocupação veio ao de cima e passei lá por casa e vi que o carro da minha substituta [da amizade] lá estava. Deitei o jantar que trazia para dar-te ao lixo. Aí apercebi-me de muita coisa, nomeadamente que substituís as pessoas. E não sou assim. Até posso estar errada, mas foi o que passaste e nunca quiseste remendar o facto.

[continua]

será que é desta que volto a escrever? Bloqueei há quase 3 anos: quando cá chegaste deste-me um beijo, fugiste e 30 minutos depois confessaste que o que mais querias era aqui ficar: comigo.

sexta-feira, 3 de novembro de 2017


o sexo era do outro mundo, mas só pelo sentimento que ela tinha por ele. só por isso. ela preenchia o vazio com amor.

sexta-feira, 22 de setembro de 2017

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daí o silêncio.

segunda-feira, 4 de setembro de 2017

quinta-feira, 3 de agosto de 2017

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para o meu amor. aquele que não sabe que o é.

segunda-feira, 24 de abril de 2017

domingo, 19 de março de 2017

sábado, 18 de março de 2017

Confia



houve alturas que desconfiei da minha intuição - poucas, devo confessar, mas duvidei. em relação a esta, sempre, senti: que a admiração era mútua. hoje acordei com a certeza que é, confessaste a interposta pessoa que sou especial e esboçaste um - franco-  sorriso enquanto o dizias. Quem sabe nos encontremos mais à frente: quando a nossa alma estiver alinhada {será que isso existe? }.

quarta-feira, 15 de março de 2017

private post


quando conheceres um homem que escreva - muito! - bem: rouba-lhe um beijo e espreita-lhe um pouco mais a alma.

segunda-feira, 6 de março de 2017

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

passaram-se 2 anos e 3 meses


Num ato de amor puro, há 2 anos e mais qualquer coisa, pus o DIU. Foi um ato de amor com explicações que guardo para mim porque não interessam a ninguém. Nem o ser amado alguma vez soube disto. Hoje, num ato de profundo amor a mim própria fui tirá-lo. E que feliz que estou.

nota: o mirena engorda comó o raio, pá. 

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

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Para a Sofia.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

domingo, 29 de janeiro de 2017

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« Carrego seu coração comigo
Eu o carrego no meu coração
Nunca estou sem ele
Onde eu for, você vai, [...]
Não temo o destino
Você é meu destino, meu doce
Não quero o mundo pois, beleza
Você é meu mundo, minha verdade
Eis o segredo que ninguém sabe
Aqui está a raiz da raiz
O broto do broto
E o céu do céu
De uma árvore chamada vida
Que cresce mais do que a alma pode esperar
Ou a mente pode esconder
E esse é o prodígio
Que mantém as estrelas a distancia
Carrego seu coração comigo
Eu o carrego no meu coração»


Edward Estlin "E. E." Cummings

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quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Dos sonhos que um dia podem vir a ser realidade: estas palavras e escrever assim. Este último mais difícil:



Súplica

Agora que o silêncio é um mar sem ondas,
E que nele posso navegar sem rumo,
Não respondas
Às urgentes perguntas
Que te fiz.
Deixa-me ser feliz
Assim,
Já tão longe de ti, como de mim.

[...]

Mas o tempo passou,
Há calmaria...
Não perturbes a paz que me foi dada.
Ouvir de novo a tua voz, seria
Matar a sede com água salgada.

Miguel Torga, in 'Câmara Ardente'

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

para mim:


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diz-me com quem andas, dir-te-ei quem és.

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à mulher de césar não basta ser, também é preciso parecer.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

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« {...} Há alturas em que eu sei que, se nada for dito, nada se estragará.».

Miguel Sousa Tavares