sábado, 21 de novembro de 2009

Eh lá, vamos com calma

Então a minha amiga R. se tivesse que espancar (e isto para dramatizar) alguém, tinha que ser o ex-namorado. Nunca a outra desgraçada que se calhar foi tão enganada como ela. Claro, que se estivesse ao lado (assim a modos "que a jeito") podia, levar uma lambada por engano (cof cof). Mas atacá-la a ela, não me parecia justo. Quem foi desleal e que lhe deve alguma coisa é o ex-namorado, não a actual.

10 comentários:

Cristina disse...

Pois é, mas nestas coisas do amor e das traições, apesar de sabermos quem é o maior culpado, canalizamos a nossa fúria para o 3º elemento. Talves isso nos faça sentirmo-nos menos enganadas.
;)

Este Blogue precisa de um nome disse...

É verdade, Cristina. Tens toda a razão. Mas que não deixa de ser uma injustiça, não deixa.

Beijo

S. disse...

Eu não entendo muito bem o que leva a culpar o 3º elemento, se fosse comigo ele que levava umas boas lambadas (pelo menos na minha mente) não é justo culpar a pessoa que não lhe devia nada. Não é preciso gostar dela como é óbvio mas não foi ela que agiu mal.

Beijinhos

Rita disse...

Nunca me passou pela cabeça desfazê-la a ela. A ele sim. Enfiar-lhe dois ou três bofardos valentes, até ficar satisfeita, mas não vale a pena. Ia gastar tempo e energia e ainda tinha de lavar as mãos a seguir. ;)

Beijo

Miguel disse...

O 3º elemento também pode ter culpa porque "dar em cima" de alguém que tem uma relação não é propriamente uma atitude de santinho... Mas quem trai é sempre a pessoa que tem a relação.

O 3º elemento pode é também estar a fazer o mesmo, mas a outra pessoa.

Enfim. Venha o diabo e escolha...


(no fundo até podem acabar por se merecer...)

O que me faz AINDA mais confusão é que as pessoas não percebem que quem trai alguém pode no futuro trai-las a elas... Ou acham que são diferentes?

Este Blogue precisa de um nome disse...

Exactamente, Miguel. Tocaste no ponto. Mas acho que temos aquela mania que somos diferentes, que connosco não vai ser igual. Que somos especiais. E somos. O defeito está nele (em quem já traiu) não em nós. :)

Miguel disse...

Rita,
Mas se aceitas andar com uma pessoa que está (ou esteve) a trair outra, depois não tens muita moral para te queixar.
Mesmo tendo em consideração que quem comete uma falha (que é uma nova traição) é a outra pessoa.
No fundo, fizeste parte da outra traição. Como te podes queixar agora?

Eu não acho que quem traia uma vez trai sempre.
Pode acontecer, especialmente quando as pessoas são novas e o carácter está em formação.
Mas quem trai quatro ou cinco, trai sempre que lhe apetecer.
Se aceitas entrar no jogo, então não tens de te queixar se te tocar a ti...

É isso que eu acho. E que me parece que poucas pessoas compreendem...

Este Blogue precisa de um nome disse...

Oh Miguel ;)

Há aí qualquer coisa que não entendeste, eu não fui traída, nem traí ninguém, nem me "meti" com ninguém comprometido...

O que dizia no comentário é que há muita gente que acredita que é especial e que mesmo que quando o nosso companheiro traiu alguém para ficar connosco, acha que o mesmo não lhe pode acontecer. Foi só isso que eu disse. Mas para mim, "quem faz um cesto, faz um cento".

Miguel disse...

Eu percebi isso.

Dizia tu, no sentido figurado, de alguém... Depois de ter enviado o comentário fiquei a pensar que poderias pensar isso que pensaste mas... estava feito!

O tu aqui é uma generalidade e não a excepção... ;)

Miguel disse...

Adenda:

Rita, Errar todos estamos sujeitos a isso, como disse anteriormente. Quem faz um cesto pode perceber que não é bem "isso" que quer fazer e escolher "outra catividade". Nada o/a obriga a fazer um cento!
Mas também nada garante que não faça. Nem nada garante que alguém que nunca traiu até hoje não o faça no futuro.

Eu acho que isso tem a ver com 2 coisas:
* a fase da vida em que a pessoa está;
* o carácter da pessoa (se é que já existe)

Eu acho que, mais que desrespeitar o outro, trair alguém é desrespeitar valores próprios que todos deviam ter. Mas há quem não tenha nada disso...

E chega!
Beijinho