Depois há os que vão, mas voltam. São poucos, mas há. São os que valem a pena, são os que recuam, são os que não têm medo de ter errado e mostrar arrependimento (por vezes, não o dizem, mostram-no); são os que gostam de nós, que gostam de estar connosco e mesmo levando um caminho oposto do nosso, estão ali ao nosso alcance. Tu és assim na minha vida: foste, mas voltaste. Desarrumaste e com a ajuda do tempo voltaste para arrumar tudo nos devidos lugares. Uma vez escrevi: entraste de na minha vida e no meu coração e aninhaste-te. Sim que não és homem de te esparramares ao comprido. Ali ficaste e ganhaste um lugar, um lugar único: a minha amizade.