sábado, 2 de janeiro de 2016

oiçam isto com um copo de tinto na mão e sejam felizes :-)

há um ano que procuro as palavras


perdi-me delas a 1 de janeiro de 2015.  perdi-me de mim. dei voltas e mais voltas e não consegui reencontrar-me. sempre as escrevi como um caminho de pedras: perdia-me, mas guiava-me - por elas - para voltar a mim. não as tenho, não voltei. estou meio perdida. 
outro dia - há muito poucos dias - guiada por um choro aflitivo, fui ter com uma criança que estava perdida num jogo labiríntico, alguém a deixou entrar, tinha pouca idade - 4 anos - para ali estar, mas entrou. quando entrou, gritou: «tirem-me daqui, estou presa». cheguei lá, indiquei-lhe a saída, não conseguiu sair. fui buscá-la, agarrou-se a mim com toda a força, tremia e só dizia: «leva-me, leva-me daqui». eu trouxe-a em segurança. ainda assim aquilo que eu entendo por segurança: um abraço apertado e palavras serenas, ditas em voz baixa não foram o suficiente para ela: ela ali ficou aninhada no meu colo, com a irmã gémea a gozar: «só choras, eu saí». a maria recuperou a respiração, o fôlego e foi brincar para a casinha das bonecas.
acho que é isso que eu - feita pateta - {calma, não estou a chamar a maria de pateta: eu é que sou pateta: a maria tem 4 anos, eu tenho 42} estive à espera: que me viessem buscar. mas, ninguém tem essa capacidade: só eu. chorei muito na passagem do ano, não fiz balanços como - quase - todas as bloggers que leio fizeram. eu só chorei.
nas únicas palavras que me reencontro são: amo-te perdidamente, só já não gosto de ti.*

* as palavras que te disse no natal

terça-feira, 22 de dezembro de 2015

foi a mc que me leu este testemunho:


AQUI

agora, há pouco, soubemos que o conselho de administração do hospital demitiu-se.

isso traz o David de volta?

«estamos entregues à bicharada» , diz o meu pai e tem toda a razão.

GRANDE MARTIM :-)



pelo empreendedorismo, mas também pela resposta.
poupem-me a demagogias e abstenham-se de ler os comentários que estão no vídeo do youtube. aposto que a senhora é do BE. É que aposto...
que culpa tem este jovem do valor do ordenado mínimo?

sábado, 19 de dezembro de 2015

"Dear dad"

ora bem

em 24 horas perdi 98 seguidores, por aqui, pelo blogue. será a altura de fechar esta merda? :-)

Adriana Calcanhotto - Uns Versos



Sou sua noite, sou seu quarto
Se você quiser dormir
Eu me despeço
Eu em pedaços
Como um silêncio ao contrário
Enquanto espero
Escrevo uns versos
Depois rasgo

Sou seu fado, sou seu bardo
Se você quiser ouvir
O seu eunuco, o seu soprano
Um seu arauto
Eu sou o sol da sua noite em claro,
Um rádio
Eu sou pelo avesso sua pele
O seu casaco

Se você vai sair
O seu asfalto
Se você vai sair
Eu chovo 
Sobre o seu cabelo pelo seu itinerário
Sou eu o seu paradeiro
Em uns versos que eu escrevo
Depois rasgo

quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

a propósito da sentença, que saiu hoje, dos pais que mataram a bebé de 4 meses:

sou só eu que acho 25 anos uma pena manifestamente leve?

sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

isto é um murro no estômago


Vamos ajudar. Nem consigo imaginar a dor destes pais e eu aqui a queixar-me de estar a tratar de coisas da minha filha. Isto foi um murro que me deram. Retiro tudo o que disse: tenho todo o gosto em trabalhar voluntariamente para a escola da MC. Vou já fazer a transferência.

eu merecia ganhar um ordenado

da escola da MC. Porra, meto-me em tudo e estou há horas a tratar de coisas: ele é para a Associação de Pais, ele é para a turma. Porra, caralho, já estou farta.

segunda-feira, 30 de novembro de 2015

sábado, 28 de novembro de 2015

Hoje quando entrei no supermercado

esbocei um largo sorriso: aquelas crianças {das guias} vestidas a rigor com um sorriso aberto, com um saco de papel a pedirem-me ajuda para uma causa tão nobre: o banco alimentar . fiquei comovida: lembrei-me da minha boneca com a idade delas, a pedir ajuda, ali naquele mesmo lugar: o lidl. a mc hoje faz outras campanhas comigo: nas quais sou voluntária. só por uma questão de logística da nossa dinâmica familiar, a mc deixou o banco alimentar. Mas, hoje comovi-me ao lembrar-me da minha filha tão pequenina, com aquela mesma farda. hoje estamos noutras frentes, mas com o mesmo objetivo : ajudar o próximo. ajudem esta causa:


porque a generosidade também se ensina: o que sempre acreditei e o que espero que a minha filha tenha aprendido.

de hoje à tarde:



Eu não sei dizer
O que quer dizer
O que vou dizer
Eu amo você
Mas não sei o quê
Isso quer dizer

Eu não sei porquê
Eu teimo em dizer
Que amo você
Se eu não sei dizer
O que quer dizer
O que vou dizer

Se eu digo pare
Você não repare
No que possa parecer

Se eu digo siga
O que quer que eu diga
Você não vai entender

Mas se eu digo venha
Você traz a lenha
Pro meu fogo acender

quinta-feira, 26 de novembro de 2015

do amor



do meu primeiro amor. tinha 16 anos. amor pequenino, digamos...

hoje ouvi esta música na rádio e lembrei-me do joão.

isto é de vómitos:


tudo aqui.

não sou apologista de manifestações, greves e afins. mas, pelo amor da santa, vamos aguentar esta corja outra vez? vamos assistir a isto de braços cruzados?
sempre achei que pior do que o sócrates era impossível: enganei-me.

bom dia, luz


quarta-feira, 25 de novembro de 2015

25-11-2000


parabéns, minha boneca. muitos parabéns.tenho muito orgulho em ser tua mãe: mesmo quando vens com esse mau feitio [igualzinho ao meu :-)]

nota: dá para tirares estes adolescentes cá de casa? quero ir dormir.

terça-feira, 24 de novembro de 2015

comentário lido num outro blogue:

«Injustamente nenhum ministério foi atribuído a Paulo Pedroso».

no 31 da armada

a minha índia



faz amanhã anos. dois dos 6374683274910 planos que tem para o dia em que faz 15 anos [porra! já tenho uma filha com 15 anos];

- queria chegar 5 minutos atrasada à primeira aula com o intuito de entrar na sala e todos se levantarem e gritarem: «parabéns, MC!» e começarem a cantar. com a graça de nosso senhor jesus cristo desistiram da ideia: a primeira aula é com a diretora de turma;

- vai lanchar com os amigos vestida de princesa.

não são só estes dois, mas não vou pôr-me para aqui a contar tudo, num é?