quarta-feira, 28 de outubro de 2015

mc - só a cpcj é que pode resolver isto:


a minha doce filha fodeu, ai desculpem lixou, ai não: estragou o 5º andante da metro do porto.

- Olha MC, tu não me pagas nenhum ordenado, faz-te à vida e vai lá tratar disso. Aproveitas e entregas este papel da escola, ok?
- Ai mãe, que seca... mas, eu vou.

{deve ter percebido que era desta que me lebaba duas lamparinas bem dadas}

liga à tarde e diz:

- ai mãe, a menina da metro do porto está a dizer que a mãe tem que vir cá, tem que pagar um novo andante e tenho que trazer o cartão do cidadão...
- o quê? ainda há um mês o mostramos. ela deve estar a brincar. era o que faltava eu ter que ir para aí outra vez para essas filas.
- mas, oh mãe...
- passa o telefone à rapariga.
- a minha mãe quer falar consigo.

{oiço ao lado: ah pois! mas eu não posso falar ao telefone com os clientes}

- oh mãe, a menina diz que não pode falar ao telefone...
- ai não pode? põe isso em voz alta. ela não pode falar, mas pode ouvir...

a mc põe o telefone em alta voz e eu começo a resmungar que isto e assado...

de repente, a mc:

- pronto mãe, acalme-se. a menina vai dar-me o andante. e já resolveu do papel da escola.

chega a casa furiosa e diz:

- tive que pedir-lhe desculpa. até corei, mãe. pedi-lhe desculpa e disse-lhe: a minha mãe é sempre assim: exaltada, desculpe lá.
- ??????

esqueceu-se é que não fosse a mãe exaltada andava a pé. sim: eu não ia lá outra vez. arre, lá para a miúda :-)

segunda-feira, 26 de outubro de 2015

#seupensamento#

A uma hora dessas
por onde estará seu pensamento
Terá os pés na pedra
ou vento no cabelo?

A uma hora dessas
por onde andará seu pensamento
Dará voltas na Terra
ou no estacionamento?

Onde longe Londres Lisboa
ou na minha cama?

A uma hora dessas
por onde vagará seu pensamento
Terá os pés na areia
em pleno apartamento?

A uma hora dessas
por onde passará seu pensamento
Por dentro da minha saia
ou pelo firmamento?

Onde longe Leme Luanda
ou na minha cama?

do rigor jornalístico:

O comunicado do Ministério da Defesa Nacional:

"COMUNICADO

Na sequência da notícia publicada, hoje, dia 25 de outubro de 2015, no Jornal de Notícias, com chamada de capa e o título “100 “boys” nomeados com Governo em gestão”, o Ministério da Defesa Nacional informa:

- O ministro da Defesa Nacional não efetua qualquer nomeação, para a estrutura do Ministério da Defesa Nacional, desde 20 de março de 2015.

- As nomeações publicadas para cargos de Direção Intermédia de 1º e 2º grau, são da competência da Secretaria-Geral do Ministério da Defesa Nacional e da Direção-Geral de Recursos da Defesa Nacional, e resultam da reorganização da estrutura do Ministério da Defesa Nacional da qual resultou a fusão de duas Direções-Gerais - DGAIED e DGPRM;

- As nomeações em causa, como refere o próprio Jornal de Notícias, são na sua esmagadora maioria de recursos humanos, agora denominados de “boys”, que estão no Ministério da Defesa Nacional há vários anos e que sempre desempenharam funções equivalentes, nas Direções-Gerais agora fundidas.

- No âmbito da “Reforma da Defesa 2020” foi alcançada uma redução de 11% dos Cargos Dirigentes e uma redução de despesa global superior a um milhão de euros anuais, no quadro dos Dirigentes Superiores e Intermédios.

O Ministério da Defesa Nacional lamenta a falta de rigor jornalístico do Jornal de Notícias, sendo que toda a informação constante neste comunicado foi prestada atempadamente à jornalista em causa, de nada tendo valido.

Lisboa, 25 de outubro de 2015"

sexta-feira, 23 de outubro de 2015

« {...}Pode ser cruel a eternidade Eu ando em frente por sentir vontade{...}»



Eu quis te conhecer, mas tenho que aceitar
Caberá ao nosso amor o eterno ou o não dá
Pode ser cruel a eternidade
Eu ando em frente por sentir vontade

Eu quis te convencer, mas chega de insistir
Caberá ao nosso amor o que há de vir
Pode ser a eternidade má
Caminho em frente por sentir saudade

Paper clips and crayons in my bed
Everybody thinks that I am sad
I take my ride in melodies
And bees and birds
Will hear my words
Will be both us and you and them together

'Cause I can forget about myself trying to be everybody else
I feel allright that we can go away
And please my day
I'll let you stay with me if you surrender

nem sei se ria ou chore



ca puta de loucura.
é este o país que queremos?

quinta-feira, 22 de outubro de 2015

inveja. da boa, claro


da minha vizinha debaixo. não, a gaja não tem um 1,76 e é gira.
ela deita-se com «um pedal» e levanta-se com uma genica que deumalibre.
todos os dias, lá pelas onze da noite, grita como uma desalmada: barafusta com o filho de uma maneira que desconfio que se ouve lá em baixo na praia. e reparem que são 8:14 e ela já grita outra vez. eu, que acordei às 6h30, ainda aqui estou de caneca de café na mão a ver se consigo escrever duas linhas que façam sentido. há gente fantástica.

quarta-feira, 21 de outubro de 2015

mc a doidinha


hoje foi dia da mc almoçar na escola. recebo sms:

- ai mãe, estou a ver o josé fidalgoooooooo!
- que bom, diz que a tua mãe amandou-lhe um beijo, ?
- ai mãe, ele é tão lindooooo...

raça da miúda que até nisto, sai a mim.

a adolescência acaba quando, mesmo?


outro dia, alguém falava que era por volta dos 30. foi piada, de certeza.
acaba aos 15, não acaba?

isto com odivelas, já não vai lá


até porque, entretanto, a escola fechou.
cpcj? olhem, já nem sei...

ontem, depois de a mandar mais de 10 vezes vestir o pijama e arrumar as coisas para hoje.

- Oh mãe, pelo amor de Deus, deixe-me fazer o que quero. A mãe tem que compreender que eu já tenho 14 anos.

- ?????

mas, calma

não votei e sinto-me fodida na mesma.
foda-se.

se eu tivesse votado PS neste momento sentir-me-ia

fodida.

terça-feira, 20 de outubro de 2015

esta minha filha é tão parva, pááááááá


- oh mãe, a mãe está com um feitio insuportável. por favor, diga-me que é tpm para eu ficar mais descansada...


{3 dias de cama e eu queria ver... eu dou-lhe o feitio. raça da miúda :-)}

nos últimos dias {desde sexta para ser mais concreta}

substitui o tinto pelo chá
os queijos pelo limão
e os cigarros por gengibre

sinto-me a morrer.

sexta-feira, 16 de outubro de 2015

este sentimento - tãooooo - meu:

o amor. generoso. altruísta.

hoje


olhei para ti enquanto falavas. continuei a ouvir-te, mas fiquei perdida nos meus pensamentos e perguntei-me: porque é que será que o amo?

continuei a olhar, fumavas um cigarro. o teu cuidado em protegeres-me do fumo {coisa que detesto de manhã e sabes!} deu-me uma resposta. mas, quando me cheguei a ti e senti o teu cheiro percebi que é outra das razões. depois, abriste um sorriso e pensei que essa foi a principal razão porque me apaixonei - irremediavelmente -  por ti, há 5 anos. há exatamente tantos anos quantos os que te conheço: a alma.

★‏


quarta-feira, 14 de outubro de 2015

maaaassssssssss

hoje passei na praia e estava do «outro mundo».
a ver se sábado vou lá dar um mergulho.

é oficial:

acabou o verão.
estou a assar castanhas para a mc.

terça-feira, 6 de outubro de 2015

foda-se, é tão isto :-)


«Depois da tempestade, remar duas vezes

O que incomoda muita gente é a possibilidade de reconstrução que cada um de nós tem. A maior vitória que podemos dar a nós mesmos é a perseverança, o progresso. As versões actuais são melhores que as anteriores. É isso que realmente incomoda essas pessoas destrutivas: olharem ao longe, enquanto nos reconstruímos, mais e melhores, imunes à sua existência. Lambemos e curamos as feridas, mas não as esquecemos. Usamo-las, como se fossem uma armadura que nos protege dos erros do passado. E guardamos em nós essa verdade, que por vezes ainda pode doer: as pessoas que nos destroem, nunca serão as mesmas que nos constroem.».

PedRodrigues

do que sempre acreditei: não são as circunstâncias


não são as circunstâncias. 

é a alma. é o coração, o que trazemos do lado de dentro de nós. é isso: o que nos define.

esta miúda é extraordinária:

ontem entrei no quarto da MC, no sofá tinha bikinis, com camisas de flanela, calções, com calças de sarja. o tempo anda bipolar é um facto, mas ela também não é muito certa da cabeça. deumalibre.

amor - quase - perfeito



Amor perfeito
Amor quase perfeito
Amor de perdição paixão que cobre
Todo o meu pobre peito pela vida afora
Vou-me embora, embromadora
Você para mim agora
Passa como jogadora
Sem graça nem surpresa
Diga que perdi a cabeça
Seu eu me levantar da mesa e partir
Antes do final do jogo
Louco seria prosseguir essa partida
Peça falsa que se enraíza
E faz negro todo meu desejo pela vida afora
Vou-me embora, embromadora
E quando eu saltar de banda
E quanto eu saltar de lado
Vou desabar seu castelo de cartas marcadas
E tramas variadas
Sim
Seu castelo de baralho vai se desmanchar
Desmantelado
Decifrado
Sobre o borralho da sarjeta
Chegou o inverno.

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

melhor do que o dia das eleições só o a seguir a elas

o chorrilho de disparates no facebook é de revirar os olhos.

domingo, 4 de outubro de 2015

ora, está visto

daqui a um ano lá estaremos outra vez a votos. tenho que levar cadeira, não me posso esquecer.

estes comunas, só ao estalo. ainda estou para ver se o  costa vai alinhar nesta palhaçada. o povo votou nesta coligação e estes gajos - que se dizem democráticos - não aceitam a nossa decisão.

ainda não parei de rir

as eleições num dos meus blogues de eleição: 31 da armada

muito bom. rodrigo moita de deus: i love you..

foda-se

passou-me pela cabeça que a sic ia «cortar o pio» ao Presidente da República para dar o direto ao Sócrates. até parei de respirar, mas pelos vistos, aprenderam alguma coisa com o Pedro Santana Lopes.

foda-se


tinha dezenas de pessoas à minha frente para votar, quase que desmaiei. deumalibre.*

Isto pode parecer uma queixa: não é. teria lá ficado o dia todo, mas podiam ter avisado teria levado uma cadeirinha, carago. não aguento das varizes.


do amor tal como o vejo:


«Transborde. Pelos poros. Pelos gestos. Em todas as suas atitudes e escolhas de vida. Transborde todo o seu amor, livre de dúvidas ou quaisquer mentiras. Não tenha medo de encher-se até o ponto onde os seus sorrisos vazam. Isso apenas incomodará aqueles que se sentem vazios. Deixe as suas doces gotas de felicidade correrem pelo caminho. Transborde. Sem medo da profundidade. Não opte pelo raso apenas para sustentar os que não se arriscam. Talvez seja triste dizê-lo, mas deixe-os afundarem sozinhos. Senão, eles nos arrastam. Junto com as suas imaturidades, as suas vaidades e egoísmos. Não se afete pelo orgulho ou indiferença alheia. Não se esvazie por isso. A maré da vida sempre nos diz quem é capaz de ficar. Quem se garante no amar e o seu horizonte infinito. Os demais, saiba deixar para trás. Transborde amor. Muitos ainda buscam por isso. »-

estas palavras de um homem: homem que sente

sábado, 3 de outubro de 2015

das coisas bonitas do meu verão {que ainda não acabou}*:



acabei de dar um mergulho no mar da minha terra. um mergulho profundo com a água gelada. a praia deserta. restos da luz de setembro. um calor brando e eu perdidamente apaixonada.

* acho que o verão deixou de ser uma estação para passar a ser um estado: ele vive agarrado à minha alma.

sexta-feira, 2 de outubro de 2015

pensamento



amo-te.

sinto


o meu coração a rebentar de amor e gratidão.

quinta-feira, 1 de outubro de 2015

das coisas bonitas do meu verão {que ainda não acabou}:


ele: cheguei à praia, sentei-me. olhei o mar e só desejei que estivesses ali: a olhar para mim. tu dentro do mar...

podiam ser os nossos filhos



Lamar, 5 years old

Horgos, Serbia. Back home in Baghdad, the dolls, the toy train, and the ball are left; Lamar often talks about these items when home is mentioned. The bomb changed everything. The family was on its way to buy food when it was dropped close to their house. It was not possible to live there anymore, says Lamar’s grandmother, Sara. After two attempts to cross the sea from Turkey in a small, rubber boat, they succeeded in coming here to Hungary’s closed border. Now Lamar sleeps on a blanket in the forest, scared, frozen, and sad.



Mahdi, 1,5 years old

Horgos/Roszke. Mahdi is one and one half years old. He has only experienced war and flight. He sleeps deeply despite the hundreds ofhumans climbing around him. They are protesting against not being able to travel further through Hungary. On the other side of the border, hundreds of police are standing. They have orders from the Primary Minister Viktor Orbán to protect the border at every cost. The situation is becoming more desperate and the day after the photo is taken, the police use tear gas and water cannons on the humans.


Abdul Karim, 17 years old

Athen, Greece. Abdul Karim Addo has no money left. He bought a ferry ticket to Athens for his last euros.
Now he spends the night in Omonoia Square, where hundreds of humans are arriving every day. Here, smugglers are making big money arranging false passports as well as bus and plane tickets to people in flight – but Abdul Karin is not going anywhere. He is able to borrow a telephone and call home to his mother in Syria, but he is not able to tell her how bad things are.
“She cries and is scared for my sake and I don’t want to worry her more.”
He unfolds his blanket in the middle of the square and curls up in the fetal position.



Ahmad, 7 years old

Horgos/Roszke. Even sleep is not a free zone; it is then that the terror replays. Ahmad was home when the bomb hit his family’s house in Idlib. Shrapnel hit him in the head, but he survived. His younger brother did not. The family had lived with war as their nearest neighbor for several years, but without a home, they had no choice. They were forced to flee. Now Ahmad lays among thousands of other humans on the asphalt along the highway leading to Hungary’s closed border. This is day 16 of their flight. The family has slept in bus shelters, on the road, and in the forest, explains Ahmad’s father.

tudo aqui

quarta-feira, 30 de setembro de 2015

independentemente do meu voto

achei de uma anormalidade sem fim, porem crianças a gritar pelo nome do passos coelho*. havia de ser eu, mãe de uma daquelas crianças e metia um processo à escola.

* no telejornal da sic

{a propósito do último post: só por ter escrito isto aqui o gajo já vai perder as eleições}

quero voltar a escrever aqui


mas sempre que escrevo aqui alguma coisa, descamba tudo. foda-se.

domingo, 27 de setembro de 2015


lindaaaaaa

minha nossa senhora de fátima



ia comentar, mas acho melhor não.

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

domingo, 20 de setembro de 2015

minha nossa senhora de fátima

estão a ver a sic?
viram as entrevistas a alguns dos participantes na manifestação «contra o acolhimento de refugiados»?
oh pá, um poder de argumentação brutal: consegui deduzir que não querem, porque não querem e é isto...
deus meu, estou de boca aberta.

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

mãe siria


- se não quiserem levar-nos, levem a minha filha e ponham-na na Alemanha ou noutro sitio seguro. eu volto para a Síria, mas levem a minha filha.



foda-se. ca puta de inércia. isto é uma vergonha.

incrédula com o que vi


as imagens - que acabei de ver - dos confrontos de ontem na fronteira húngara são desumanas. como é possível aquele comportamento do exército? fiquei tão curiosa em entender tudo aquilo que acho que vou ler um pouco mais da história daquele país. 
como europeia senti vergonha alheia. a própria policia sérvia [que ali foi tentar ajudar} estava boquiaberta.

a dourado custa menos a mudança



tento eu convencer-me.

quarta-feira, 16 de setembro de 2015

só para ti:



Não lhe peço nada
mas se acaso você perguntar
por você não há o que eu não faça

Guardo inteira em mim
a casa que mandei
um dia
pelos ares
e a reconstruo em todos os detalhes
intactos e implacáveis

Eis aqui
{...} planta, céu,
estante cama e eu
logo estará
tudo no seu lugar

Eis aqui
{...} chão,
espelho, luz, calção
no seu lugar
pra ver você chegar

faz-te falta


ouvir o mar
comigo

Só para ti: Asas - adriana calcanhotto



Suas asas, amor
Quem deu fui eu
Para ver você conquistar o céu.

Observe tudo em baixo ser
Menor do que você,
Como tudo é.

E enquanto arde a coragem dos desejos seus,
Sem véus,
(proteus).

Abra seus poros, e papilas, e pupilas.
À luz da manhã.

E muito acima de Ipanema,
tão pequena, tão vã.
Viva o prazer, o som,
O estrondo de uma onda
Na arrebentação.

Enquanto eu piro à sua espera,
na esfera do chão.

segunda-feira, 14 de setembro de 2015

foda-se

ia-me caindo tudo, quando apercebi-me há pouco, que a campanha eleitoral [ainda] não começou. dassssse, vai ser esta porra até dia 3?
tragam-me o xizato, pelo amor da santa. já não os aguento.

{vou votar, vou. só não digo em quem. o meu voto já está decido há muitoooooo}

domingo, 13 de setembro de 2015

ahahahahahahahahah


adoro a incoerência.

domingo, 6 de setembro de 2015

quando és uma mãe que só segue o coração


e o mostras. não obrigues os teus filhos a seguirem outro caminho. eles só seguem o teu exemplo: não seguem o que tu queres que eles façam. eles não ouvem o que tu dizes: vêem o que tu fazes.

quando os obrigas: dá merda, acredita.

ontem obriguei e arrependi-me. quero que ela continue a seguir o coração e o amor como fez até ontem. faço aqui «mea culpa». desculpa, filha.

quinta-feira, 3 de setembro de 2015

« ♥ »



o meu verão não é só azul

não vivo alienada do mundo.
para ser sincera: durante 15 dias, vivi. mas, já chorei muito desde que cheguei desse mundo « à parte»:



entretanto vejo nações {incluindo portugal} a darem respostas. AQUI  . aos meus amigos de esquerda: ora, vejam que estes gajos que só queriam lixar a grécia, ajudaram. até parece impossível. afinal, são humanos. como nós.

{ também } deste verão:



AUSÊNCIA

Por muito tempo achei que a ausência é falta.
E lastimava, ignorante, a falta.
Hoje não a lastimo.
Não há falta na ausência.
A ausência é um estar em mim.
E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos meus braços,
que rio e danço e invento exclamações alegres,
porque a ausência, essa ausência assimilada,
ninguém a rouba mais de mim.

Carlos Drummond de Andrade

o verão não acabou, mas para relembrar a parte que já terminou


vale do lobo| adolescentes| bebés| mergulhos| vinho branco | gargalhadas| perdermo-nos, mas sabermos que também é caminho | sal | crianças | gerir saídas noturnas | saladas | sol | areia agarrada à pele, mas sobretudo à alma | dormir na espreguiçadeira da piscina | a voz da minha filha | «engolir» à adolescência | salmão | sagres | martinhal | surf | procurar ondas | pequenos almoços e horas à conversa à mesa | fato de banho preto | rir até doer a barriga | ir «ao estendal » à noite | vinho tinto | sal na pele até às duas da manhã | vinho a copo | praia da cordoama | miúdos, muitos miúdos | o sentido de humor do henrique | gato | gatos | surfistas a seduzirem a minha filha {não me habituo a isto} | boa energia | comboio | carro | beijos | praia do beliche | geleira cheia de saladas | mar | gargalhadas da mc | pedralva | hamburguers vegetarianos | dromedário | comporta | ameijoas | muito queijo | praia do castelejo | conchas trazidas pelo mar | beijos na mão enquanto conduzias | amizade | amor | a casa cheia | « vai levarrrrr o lixooooo» | vestidos | havaianas | pés descalços | aldo | beijos, muitos beijos | cremes | praia do castelejo | sempre as ondas | skimming | drops: jungle | ipod | máquina fotográfica | arrifana | paixão | beijos no elevador | rede no jardim | cabo de são vicente | ver as estrelas | nevoeiro | vestidos de verão com camisolas e sem elas | aquecer biberons | procurar as estrelas | jantar no jardim | beijos na cama | levar a paixão a sério | caminhadas | levar a paixão a rir | top e cuecas | acordar e tomar banho | ficar com madeixas do mar e sal | piz buin | pele preta | as madeixas brancas da minha mc | os disparates do vicente | muitas gargalhadas | afilhado comigo debaixo do guarda - sol a rir com as minhas asneiras | vale do boi | vila do bispo | disparates | sms ao meu amor | a volta | os abraços | o secreto | a minha casa sempre cheia de amizade, amor e gargalhadas | reaprender a sorrir depois da morte | a minha cama cheia de tudo | ensinar a mc a escolher as amigas | mudanças na sala | o tom laranja que invade a minha casa ao final da tarde | o nevoeiro de manhã | o cheiro de sagres: que cheira ao meu alentejo | decidir deixar de fumar, mas ainda não consegui | as mesas bonitas às refeições | as loiças misturadas | as toalhas brancas | azul | a minha terra | o teu sorriso | o teu abraço | os abraços da mc | os «amo-te » | EUA | as viagens | as malas | «isto vai para o porto, eu fico» | natalie merchant - motherland | patés | bikinis | não comer bolas de berlim na praia | estou mais gorda 3 kg | tomar decisões | abraçar setembro como não consigo abraçar, sequer junho | esperar a luz de setembro | mergulhar em água a 24º graus | lounge vale do lobo | não sentir os pés em sagres | a minha praia de leça | recomeçar | festejar esta estação que me enche a alma | os dias maiores | as copas das árvores, que se vêem da minha janela da sala | o mar que vejo quando acordo | a tua janela | o amor que te tenho | a serenidade que este verão me trouxe, como mais nenhum | respeitar o ritmo dos outros | pôr alegria e amor em tudo o que faço | roupa branca | havaianas douradas e prateadas | túnicas com cor | calções de ganga | sopa de peixe | café | pão alentejano barrado com manteiga | não ter que arrumar a cozinha a seguir ao jantar: um luxo, para mim | lagos | beijos apaixonados | certezas na alma e na pele | o teu toque | o coração a rebentar de gratidão | água gelada a lavar-me o corpo e a alma | o meu pensamento em ti a cada mergulho | a voz | os projetos | a certeza que vem vindo, com os passos firmes que dou | adormecer embalada pela paixão | o corpo cansado, a adormecer embalado por tudo o que sentimos | a vida a pulsar dentro de mim | a serenidade, com uma calma que não me é característica | adormecer na praia com as vozes ao longe | motherland | o laranja que pinta o céu | as amigas da mc | « não se esqueçama do bebé» | good vibes | ver a vida a acontecer, quando a deixas fazer o seu trabalho | o verão.

terça-feira, 1 de setembro de 2015

feliz ano novo







o meu ano começa sempre em setembro.

sexta-feira, 21 de agosto de 2015

hoje enquanto lia as notícias e vi que este irresponsável se demitiu


lembrei-me deste texto maravilhoso.

e lembrei-me também de quem defendesse {será que ainda defendem? não sei, estive de férias} que lhes devíamos seguir os passos. enfim...

segunda-feira, 27 de julho de 2015

só quem me conhece mal


é que me oferece vinho tinto do douro*.

alguém, por favor, faz uma connection entre os produtores de vinho daquela zona e o américo amorim? é o saca-rolhas é o mesmo {aquela merda parte toda}.

* adorar só adoro da zona de setúbal e do alentejo do meu coração.

sábado, 25 de julho de 2015

{private post}


é. é mais ou menos isto :-)



Eu amanheço pensando em ti,
Eu anoiteço pensando em ti,
Eu não te esqueço,
É dia e noite pensando em ti,
Eu vejo a vida pela luz dos olhos teus
Me deixe ao menos
Por favor pensar em Deus
Nos cigarros que eu fumo
Te vejo nas espirais
Nos livros que eu tento ler
Em cada frase tu estais
Nas orações que eu faço
Eu encontro os olhos teus
Me deixe ao menos por favor pensar em Deus

é, estou irremediavelmente apaixonada :-)

sexta-feira, 24 de julho de 2015

desejosa


de ver esta %%#")=% / fofa com um filho adolescente.
desejosa... a ver se mantém aquela fronha de santa. foda-se o ruca não cresce?

terça-feira, 21 de julho de 2015

quarta-feira, 15 de julho de 2015

terça-feira, 14 de julho de 2015

Eunice Munõz diz dez poemas de Florbela Espanca




Amiga


Deixa-me ser a tua amiga, Amor,
A tua amiga só, já que não queres
Que pelo teu amor seja a melhor,
A mais triste de todas as mulheres.


Que só, de ti, me venha mágoa e dor
O que me importa a mim?! O que quiseres
É sempre um sonho bom! Seja o que for,
Bendito sejas tu por mo dizeres!


Beija-me as mãos, Amor, devagarinho ...
Como se os dois nascêssemos irmãos,
Aves cantando, ao sol, no mesmo ninho ...

Beija-mas bem! ... Que fantasia louca
Guardar assim, fechados, nestas mãos
Os beijos que sonhei prá minha boca! ...

Saudades


Saudades! Sim.. talvez.. e por que não?...
Se o sonho foi tão alto e forte
Que pensara vê-lo até à morte
Deslumbrar-me de luz o coração!

Esquecer! Para quê?... Ah, como é vão!
Que tudo isso, Amor, nos não importe.
Se ele deixou beleza que conforte
Deve-nos ser sagrado como o pão.

Quantas vezes, Amor, já te esqueci,
Para mais doidamente me lembrar
Mais decididamente me lembrar de ti!

E quem dera que fosse sempre assim:
Quanto menos quisesse recordar
Mais saudade andasse presa a mim!


Ódio?


Ódio por Ele? Não... Se o amei tanto,
Se tanto bem lhe quis no meu passado,
Se o encontrei depois de o ter sonhado,
Se à vida assim roubei todo o encanto,

Que importa se mentiu? E se hoje o pranto
Turva o meu triste olhar, marmorizado,
Olhar de monja, trágico, gelado
Com um soturno e enorme Campo Santo!

Nunca mais o amar já é bastante!
Quero senti-lo doutra, bem distante,
Como se fora meu, calma e serena!

Ódio seria em mim saudade infinda,
Mágoa de o ter perdido, amor ainda!
Ódio por Ele? Não... não vale a pena...

Florbela Espanca, in "Livro de Sóror Saudade"

O Sorriso - Eugenio de Andrade

{ private post }


«Nega-me o pão, o ar,
a luz, a primavera,
mas nunca o teu riso,
porque então morreria.»

Pablo Neruda



de hoje de manhã



Why do you walk in the dark | Hoping that love finds a spark | Did you ever lose | Something you refused | Something that you wish came true | You were never looking | I stood like a rose | How could you have found me | so close | And now you stare at the sun | Blinded so why should I run | Did you ever lose | Something you refused | Something that you wish came true | Remember you would root for me | Remember I would root for you | It's too late to return, I know | Did you ever lose | Something you refused | Something that you wish came true | You were never looking | I stood like a rose|

segunda-feira, 13 de julho de 2015

eu a fazer salada russa


e o meu menino à minha espera no aeroporto. porra. mãe sofre.

amor - também! - é:


fazer salada russa {coisa que detesto} para a loira mais gira dos arredores. mas, não julguem que é salada aldrabada: descasquei as batatas, as cenouras e só não descasquei ervilhas, porque isso era no tempo do arroz de quinze.
e mais amor é ter que jantar esta trampa, porque já não tenho pachorra para fazer mais nada.

quarta-feira, 8 de julho de 2015

vem aqui perto de mim, sarinha


dispensamos a tua vinda, fofa. é que não vais fazer falta. acredita.

segunda-feira, 6 de julho de 2015

ahahhahaahahahahahahahahahah


- eu não percebo porque é que a mãe não me dá um bronzeador.

- ????

foda-se


caralho.
não há puto de delicadeza a dar notícias como esta. estes jornalistas são umas bestas. abro a página das notícias e vejo isto assim. a época quase a começar e eu que não perco estes 2,5kgs, caralho. vou mudar-me para o estádio do dragão. é que não saio mais de lá. coisamailinda.

quarta-feira, 1 de julho de 2015

todos os dias, mas todos


quando acordo, penso: «hoje à noite vou para a cama às dez e meia da noite», pois... vou, vou. nunca consigo. a vida mete-se pelo meio e vai daí...