quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

ando a pensar em coisas que não devo


é nas alturas que agradeço o excesso de trabalho. não me dá tempo para pensar no que não vale a pena, só para agir

Pois, diz que sim


que o cd da Clarice Falcão ainda não chegou a Portugal. Mas, já o mandei vir :-)

Ser mãe não é fácil


Já aqui confessei muitas vezes que não sou uma mãe perfeita, nem nunca pretendi ser. Ontem quando a MC me ligou a chorar, perguntei-me se não estaria a colocar a fasquia demasiado alta? A MC não teve umas notas brilhantes no 1º período, ela mudou de escola, teve muitos problemas que enfrentou de uma forma madura {facto que me encheu de orgulho}, tudo contou para os resultados. Há um outro facto que tanto eu como a pediatra dela tivemos sempre em conta: a alteração do bio ritmo dela. A MC toda a vida teve aulas de manhã, este ano tem de tarde. Tudo isto mexe, tudo isto tem que mexer com ela.
No início do 2º período tive uma conversa com ela, expliquei-lhe que conhecia as capacidades dela e tracei-lhe objectivos. Tem trabalhado é um facto, mas ontem, o primeiro resultado foi um 58% e ela não soube lidar com a frustração e passou-se. Faço-me muitas perguntas, mas vou fazendo o caminho. Também já pedi ajuda para me ajudarem a pensar. Quando não sabemos o que fazer devemos perguntar a quem sabe. Isto de ser mãe é quase como tactear no escuro para encontrar um caminho. Antes de tudo, expliquei-lhe que tem que saber lidar com a frustração de ter estudado muito e mesmo assim não ter tido o resultado que achava que ia ter, ou que considerava merecer pelo esforço. Isto é a vida, a vida é feita destas coisas. Uma hora depois da choradeira e da frustação, ligou para dizer que tinha tido 90% a Geografia. E isto também é a vida.

Como é que posso despachar-me de manhã? Não é possível.




Já não dispenso os 3 passos da Clinique. Adoro. Neste momento uso para peles tipo 1. Sempre fui tipo 2, mas no Inverno não consigo.


 
 
Um dos melhores hidratantes que já usei, aliás já falei dele aqui.

 
 
O superprimer é um alisante que se coloca antes da base. A Maçã aqui há uns dias explicou muito bem a função do produto, aqui fica o link.


Esta base, para mim é óptima. Uniformiza o tom, disfarça as manchas.

Depois falta o pó, uso um da BodyShop às bolinhas em tons de terra, não encontrei nenhuma imagem na internet. Há dias que ponho rímel, outros não e claro não pode faltar o batom. Meninas, isto de acordar tarde, mata-me.

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014



o amor é quando a paixão acaba, os problemas começam e mesmo assim, é com aquela pessoa que queremos ficar.*

* nunca senti

o amor - para mim - também é assim: construído

da minha querida R.

"Antes do B., tudo o que sabia sobre o amor era, afinal, muito pouco testado by myself. Conhecia o amor incondicional por um irmão preferido, pela mãe melhor de todas, a mais galinha, pelo pai mais babado e mimento, pela avó mais matriarca, pelos amigos mais dedicados, mas não podia, pela falta de experiência feita, pela fraca mão em amores acontecidos com vontades coincidentes, opinar muito sobre o ser e o estar numa relação a dois. Vivera, até aí, paixões fulminantes e serenos momentos de descoberta de sentires profundos, mas andava sozinha à cata de um sentido para o meu amor. Talvez por isso, e para me desonerar dos fracassos, acreditava muito que o amor simplesmente acontecia. Havia, numa galáxia longínqua, afinamentos múltiplos com efeito automático nos corações terrestres e que encaminhavam, sem margem para desencontros, pessoas destinadas a ficarem juntas. Para mim, testemunha de histórias longas de amor, o amor era muito uma questão de sorte. E eu, enfim, ainda não tinha tido a sorte. Depois o B. apareceu e eu comecei a descobrir imensas coisas todos os dias. Algumas, confesso, suficientemente perturbadoras para uma ou duas vezes lhe ter dito que, naquele preciso momento, queria mesmo estar com ele mas não sentia dores na barriga, como se me denunciasse assim ao meu homem. Que trapaceira me parecia a vida, logo agora que o encontrara, cheio das múltiplas características que há uma vida eu procurava e que,  ao mesmo tempo, me punha a calma na barriga, logo ali onde era suposto sentir tripas a revolver e borboletas a fazer cócegas. O B. foi, a vagar, tentando dar-me a mão nessa descoberta a dois de que o amor, enfim, podendo acontecer, não vinga se não for cuidado, regado, estimado, conversado e cultivado em silêncios bons, profundamente querido por ambos. Hoje, reparem, acho que, muito mais que acontecer, o amor tem de ser criado, como a um filho, por quem ama. O amor, acho eu, mas posso continuar enganada, não acontece afinal como raio a atingir-nos sem remédio. Antes se constrói na certeza de que as borboletas passam e o que fica e é bom é a vontade de ficar junto, só porque sim, a cozinhar as banalidades de uma vida cheia de coisas normais. O amor acontece aos bocadinhos, mas só cresce se quisermos muito que ele cresça. Porque, quer-me cá parecer, o amor não é coisa que se compadeça com quem, por vê-lo acontecer, adormece à sombra da bananeira. O amor está nos detalhes, no conserto do momento menos bom, na partilha diária das coisas felizes e das outras todas, que hão-de ser muitas. O amor, pelo menos o meu, é um projecto para a vida. Um daqueles em que se acredita muito, com o coração todo, e que, por via disso, tem de dar certo."
 
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Quando vierem cá a cima a esta terra maravilhosa*


Para saberem onde podem almoçar e jantar consultem ESTE SITE. Muito completo e ides ber o bem que que se come por aqui por esta terra que já é minha.

Muito bom.


* este post não é publicitário.


morro aos bocados

 

quando a minha filha me liga a chorar. encho-me de uma fibra - que confesso aqui nem sei onde vou buscar - e vou em seu socorro. apetece-me passar-lhe a mão pela cabeça e pegar nela ao colo. não o faço. falo com uma serenidade - que também não sei de onde vem - acalmo-a. ela serena. fecha a porta do carro. volta para as aulas. fico ali a olhá-la. meto primeira e desabo. choro. limpo as lágrimas e penso: tenho que ir trabalhar. há dias que não são fáceis. hoje é um deles. mas agradeço de a ter e de ela me ter a mim.

para esquecer os gajos da SS*

https://www.youtube.com/watch?v=olbbAuQUZd4&list=RD5EId53zSfBc

na minha hora do almoço vou comprar este cd, quero ouvi-lo - também - no carro. só gosto de 3 músicas. ontem só gostava de duas. vou acabar por gostar de todas como é meu costume :-)
 
 
* não, não são os serviços secretos {embora pareçam} são os da segurança social.

está a chegar o dia 15

e eu começo a dizer palavrões por causa do iva, é uma verdade.
mas, hoje estou capaz de matar alguém da segurança social #)&/%/&*/*ª&((/)()(=!"»*& para o raio que vos parta a todos. ide roubar para a estrada. filhos da mãe. odeio-vos.
 
 
o meu estado é tal que a minha contabilista assustou-se comigo, acho que devo ligar-lhe para a tranquilizar :-)

acho que não é impressão minha

não sei se esta merda é da troika, da crise, do car****, mas os portugueses andam com tendências suicidas, não andam? não é impressão minha: ele é gente a ver as ondas {em cima delas}; gente em excursão para a serra da estrela; gajos que perante um estádio de futebol a desfazer-se querem lá ficar. não, não é impressão minha...

imagina, rita, imagina...


bom diaaaaaa

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

agora nunca vejo, estou velha: adormeço


foda-se


como é que o romantismo sobrevive a isto?

Há segredos que não se podem / devem guardar # 18


este produto dá-me imenso volume ao cabelo. aprovadíssimo. top.

ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah

o que me ri com ESTE POST. Muito bom!

Mary: tens que lhe ensinar o código :-)

"O Amor...

É difícil para os indecisos.
É assustador para os medrosos.
Avassalador para os apaixonados!
Mas, os vencedores no amor são os
fortes.
Os que sabem o que querem e querem o que têm!
Sonhar um sonho a dois,
e nunca desistir da busca de ser feliz,
é para poucos!!"

Cecília Meireles

há mulheres giras como o raio

 

Só para que não pensem o contrário :-)


Só pra você saber
Eu esqueci você
Um mês depois de você me esquecer de vez e decidir ficar sozinho
Só pra você saber
Eu esqueci você
E se o meu olhar cruzar com o seu é só porque você tá no caminho
E desde que eu te esqueci
Tá tão bom sem você
Você ir fez tão bem por aqui
Desde que eu te esqueci
Eu to tão outro alguém
Que eu nem sei porque é que você não vem
Só pra você saber
Eu esqueci você
E foi tão fácil te esquecer mesmo porque isso já tava no meu plano
Só pra você saber
Eu esqueci você
E se um dia eu te ligar de madrugada em desespero, é engano
E desde que eu te esqueci
Tá tão bom sem você
Você ir fez tão bem por aqui
Desde que eu te esqueci
Eu to tão outro alguém
Que eu nem sei porque é que você não vem
Só pra você saber
Eu esqueci você
E agora quando eu lembro que você existe eu já não sinto mais nada
Só pra você saber
Eu esqueci você
E se eu chegar a te obrigar a me beijar assume que eu to drogada
E desde que eu te esqueci
Tá tão bom sem você
Você ir fez tão bem por aqui
Desde que eu te esqueci
Eu to tão outro alguém
Que eu nem sei porque é que você não vem
Só pra você saber
Só pra você saber
Só pra você saber
Só pra você

private post


 
"É de olhos abertos que se vê o mundo; mas é de olhos fechados que se faz avançar o mundo.

O que realmente interessa é feito de olhos fechados. O que realmente interessa, o que realmente vale a pena, obriga-te, nem que por segundos – naquel...es segundos em que te vais e vens de ti e te voltas e te revoltas a ti -, a fechar os olhos. A cerrar os olhos. Porque quando é por dentro que está o que interessa é para o que interessa que tens de olhar. Porque quando é por dentro que está o que interessa é só para o que interessa que consegues olhar. É de olhos fechados que sonhas, orgasmas, gritas, saltas ou decides. Tudo o que vale a pena ver vê-se de olhos fechados. É de olhos fechados que vês quem amas, é de olhos fechados que sonhas com quem amas. É de olhos fechados que a vida deve ser vista: é de olhos fechados que a vida se avista. O mundo avança a cada vez que um homem fecha os olhos. Quando sonha, quando se olha, quando se entrega, quando treme e geme. O mundo avança a cada vez que um homem fecha os olhos. Há quanto tempo não fechas verdadeiramente os teus?".
 
Pedro Chagas Freitas

Eu Me Lembro


Querida filha:

 
Há dias que me levas à loucura. Hoje é um desses dias. Já não posso com tantos sms, com tanta chatice. Dou-te um conselho: vai estudar, vai... se amanhã o teste de francês não correr bem, apanhas por hoje e por amanhã, está? :-)

Para quem às vezes me pergunta porque é que o meu blogue é fechado a comentários:


Algumas das explicações estão aqui neste post. Há mais. O curioso é que mesmo fechado a comentários, há sempre quem destile veneno. Ou se por acaso, abro um post ou outro {de forma intencional ou não} para que possam dizer algo - se vos apetecer, como é lógico - lá vem alguém questionar isso. Eu rio-me. Ando aqui há tantos anos que há coisas que já me passam ao lado. No início incomodava-me, agora é para o lado que durmo melhor. Ainda há quem não entenda que não devo satisfações de nada do que para aqui escrevo. Era o que faltava. Há uma máxima pela qual me guio: senão tens algo simpático para dizer, não digas nada. Mas, isso sou eu.

" A verdade não tem temperatura "


mesmo. obrigada pela conversa de ontem.

domingo, 9 de fevereiro de 2014

ah ah ah ah ah ah ah ah ah

a propósito do fecho da marginal da foz do douro, diz um transeunte a um jornalista da sic:

- não acho justo não nos deixarem apreciar a natureza!

ah ah ah ah ah ah ah ah ah só dá doentes


sábado, 8 de fevereiro de 2014


ver uma pessoa pela 8ª vez a tentar construir uma casa assim: em cima da areia, é algo que me deixa da boca aberta. sim, devemos ser esperançosos, lutar. Mas, foda-se oito vezes e ainda não viu que a casa cai sempre. há coisas que me transcendem. enfim...

o lado positivo da chuva



a versão oriental da doida da minha sobrinha.

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

mesmo


" Metade da felicidade consiste em conhecermos os nossos limites. E a outra metade consiste em desrespeitá-los.".

PCF

Hey


vai dar tudo certo, Sofia.

Estamos em Fevereiro e eu continuo a comprar livros escolares!

Perguntam vocês: e porquê, Rita? {sei que não perguntaram nada, mas deixem-me fingir}
 
Porque as bestas dos gajos das editoras parece que não vivem neste país {ou se calhar, é mesmo o contrário}. Ora, vou tentar explicar isto: em Setembro quando começaram as aulas, fui a um banco de livros {aliás, banco de livros, que promovi através da Associação de Pais}. Não havia livros para 3 disciplinas e esses tive que comprar, mas de resto trouxe todos. Uns não estavam em muito bom estado, é verdade. Encadernei-os e expliquei à MC que não estávamos em tempo de gastar dinheiro e que só neste país é que se compram livros. Beeemmm, logo na primeira semana passei-me. O livro de matemática era o mesmo do ano passado, mas os &$$%/&/&(?="!% da Porto Editora tinham mudado a paginação. Claro, a MC andou literalmente aos papéis. Convenhamos que a professora de matemática não colaborou nos primeiros dias. Fui à escola falei com a Directora de Turma e expliquei-lhe que nós pais e eles, professores não podiamos continuar a passar às crianças princípios totalmente desfasados da realidade do país: o desperdício. Que chegou a altura, de explicar às crianças que os livros devem ser reaproveitados, que os fatos de dança devem ser usados em vários espectáculos, que devemos passar os uniformes das escolas para os mais novos e que temos que travar este despesismo todo {coisa que aliás sempre fiz}. Prontifiquei-me a falar eu com a professora de matemática e a explicar-lhe isto. Não foi necessário, a professora com acetatos foi resolvendo o problema. Fiquei-lhe grata por isso. Ora, com o andar da matéria fomos nos apercebendo de outros problemas, um exemplo: num exercício mudava um único algarismo. Claro, a MC nunca tinha o mesmo resultado que os outros. Bem, a semana passada chegámos ao nosso limite e fomos comprar os livros. De nada adianta os livros terem que ser os mesmos durante 3 anos, porque estes gajos das editoras arranjam sempre maneira de dar a volta. E se há coisa que detesto é acabar por vergar a estes lobbies de merda que minam o país há anos e que tanto contribuiram por esta porra estar como está. A esses gajos, sabem o que digo? Ide-bos foder.

Comentário da MC aos 13 anos:




- A praxe é bullying, mãe!

Ora, aí está. É mesmo. Que é esta merda? Que cambada é esta? Que atrasados mentais...

do que vi hoje de manhã na minha rua


a verdade é que se nos desiludimos é porque nos deixámos iludir. Fico lixada quando a  minha intuição me trai. Lixada.

amo-te


quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Macaé




Se eu tiver coragem de dizer que eu meio gosto de você
Você vai fugir a pé?
E se eu falar que você é tudo que eu sempre quis pra ser feliz
Você vai pro lado oposto ao que eu estiver?
Eu queria tanto que você não fugisse de mim
Mas se fosse eu, eu fugia
Ei, vai pegar mal se eu contar que eu imprimi
Todo o seu mapa astral?
Você foge assim que der, quando souber?
E se eu falar que eu decorei seu RG só pra se precisar
Você vai pra um chalé em Macaé
Eu queria tanto que você não fugisse de mim
Mas se fosse eu, eu fugia
Ei, se eu falar que foi por amor
Que eu invadi o seu computador
Você pega um avião?
E se eu contar de uma só vez
Como eu achei sua senha do cartão
Você foge pro Japão, esse verão?
Eu queria tanto que você não fugisse de mim
Mas se fosse eu, eu fugia
Ei, se eu contar como é que eu me senti
Ao grampear seu celular
Você vai numa DP?
E se eu mostrar o cianureto que eu comprei
Pra gente se matar
Você manda me prender no amanhecer?
Eu queria tanto que você não fugisse de mim
Mas se fosse eu, eu fugia

inspirada pelo às 9 no meu blog

nota mental


devemos ser mais cuidadosos com o que os outros sentem por nós, do que propriamente com o que nós sentimos por eles. esse sentimento está à partida protegido.
os sentimentos - que nutrem por nós - devem ser respeitados.

sim, ana. eu vivo a sorrir


acho que é o que me salva. isso e ter uma boa dose de loucura :-)

{...}

"Acho graça quando você fala aquelas coisas. Você me vê de um jeito que não consigo entender. Me acha mais bonita do que realmente sou. Me acha mais inteligente do que sou. Me acha mais forte do que sou. Me acha mais incrível do que sou. Desculpa, não quero te decepcionar, mas não sou tudo isso. {...}".
 
Clarissa Corrêa

obrigada, ana


esta imagem hoje caiu que nem uma luva. exactamente o que estou a viver nestes últimos dias.

Ide ber, ide...

http://doteraoser.blogspot.pt/

O texto do Pedro Chagas Freitas que a SER transcreveu para o blogue. A subfelicidade é sem sombra de dúvida, o produto mais diabólico que a humanidade criou.

não, não esqueci


também não deixei de escrever sobre. só não o faço aqui. as palavras - para mim - não dão para ser gastas com quem não as merece, com quem não lhes dá valor. continuo a usá-las, o destinatário continuas a ser tu, mas só eu as leio.

Para ti, querida Sofia:

 

vai correr tudo bem. é nossa obrigação fazermos tudo pelos nossos filhos. a mc diz-me muitas vezes: " eu sei que a mãe está cá para tudo", um dia o A. dirá o mesmo.

oração da manhã

Meu Deus:

Nunca me tires esta capacidade de sentir. De ver de maneira diferente.

das nossas conversas


a nossa incompreensão pelas vidas mornas, pelas vidas assim assim. aquilo que não queremos para nós.

das nossas conversas


anteontem enquanto conversávamos no carro com a chuva a cair lá fora, chegámos a conclusão que não temos nada mal resolvido com o passado. eu não sou mulher para voltar atrás {já fui, há uns anos, não sou mais} e tudo o que vivi ficou ali: no ontem.

há uma história que tenho certeza que está em pause, mas nunca me fará voltar atrás. vejo o futuro, não o que ficou na memória e nos  corpos. se um dia recomeçar, recomeçará naquele agora, não pensando no que ficou na nossa história. não podemos querer reviver constantemente o passado, refazê-lo, resolvê-lo. não é possível. o passado só é entendível no sentido de lição: de aprendermos com ele. errámos? ok, vamos lá tirar as lições do erro. já não há como corrigi-lo; há como evitar errarmos de novo, só isso, nada mais. e enquanto continuarmos a martelar nesses erros não vivemos o mais importante: o presente. E eu tenho sede de viver o aqui e agora. só isso me importa: o agora.

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

gosto, gosto tanto


disto que temos. gosto do cuidado que temos em relação, a isto que já temos. gosto das conversas dentro do carro com a chuva a cair lá fora. gosto dos cigarros que fumamos juntos. gosto do que rimos. gosto do que sonhamos um dia vir a poder fazer, mesmo sabendo que pelo caminho podemos perder isto que temos. gosto quando confessámos os nossos medos de perder isto. gosto do esforço que os dois fazemos para não perdermos isto. gosto das mensagens: ainda estás acordada?. gosto quando me pedes para conversar contigo. gosto quando te exaltas. gosto quando gritas os sentimentos {o que eu gosto de gente que grita!}. gosto quando me dizes: sou alentejano e o orgulho que imprimes nisso. só podias ser do meu alentejo. gosto quando dizes: "não saias daí de onde estás, estou a chegar!". gosto do teu sorriso quando me vês. gosto quando me interrompes com um ar zangado e indignado e depois acalmas e olhas-me ternamente. gosto das inúmeras tentativas que temos feito para não estragar isto, isto tão grande que já temos; aquilo a que chamas: entendimento. gosto quando gritas o meu nome. gosto quando te mostras mais homem e não um herói, porque tu és um herói e os heróis também têm medos, mas às vezes disfarçam-nos. gosto da forma como falas com a mãe dos teus filhos, só porque ela é mãe deles e por mais nada. gosto que partilhes os teus problemas, mesmo não me pedindo conselho algum. gosto da tua maturidade e do puto que ainda és. gosto do azul dos teus olhos e de não serem serenos. gosto do facto de tal como eu, detestares vidas mornas. gosto que lutes pela paz e felicidade dos teus filhos. gosto da forma como lhes dás beijos e queres os beijos deles. gosto da forma como olhas para e por eles. vives sozinho com eles e em ti é tão natural. gosto quando me dizes: tenho que fugir de ti. gosto quando nos perdemos no pingo doce. gosto da tua forma leve e natural de fazer e dizer as coisas. gosto do teu não dramatismo. gosto da tua genuidade. gosto das verdades que me dizes e o cuidado que tens em dizer-mas. gosto que tenhas estes cuidados comigo e quando me confessas que não queres magoar-me, nem ver-me triste. gosto quando me dizes que queres a minha companhia. gosto quando me dizes o que pensas de mim: é tão bom, querido d. é tão bom ter-te na minha vida. ontem quando me disseste: porra, não podemos estragar isto! concordei. só nós sabemos o esforço que fazemos para não estragar e que já estivemos mais longe de lixar isto tudo. há dias que parecemos uns junkies e chegámos ao fim do dia e dizemos: já passou mais um.
e hoje que sei que não estás bem e que vocês homens só têm capacidade em pensar uma coisa de cada vez, hoje que sei que precisas de conversar. hoje dava-te um abraço e ficar a ouvir-te, tal como fiquei ontem. porque hoje fizeste-me falta, não por mim, mas por ti.
beijos muitos

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

 "Bastava que ela me dissesse: vamos. E eu iria. Não sei para onde. Não imagino para onde. Mas iria. Feliz como nunca. Feliz como estou feliz sempre que estou com ela. Vamos, diria ela, nos meus sonhos mais utópicos. E eu iria. Mas não vou. Ela não diz. Ela não diz nada e eu vou aguentando esta sucessão de nadas que tento transformar em tudo.
Amar é transformar uma sucessão de nadas em tudo.
Um segundo com ela a valer por todos os dias sem ela. Um segundo com ela a ser tudo o que vale a pena quando já não estou com ela. Não passa. O que a amo não passa. Quando se ama como eu a amo não passa. E cada segundo é para sempre.
Amar é elevar cada segundo à categoria de para sempre.".


PCF

:-)


{ private post }

 
Ingredientes (4 Pessoas)
 
200 g de ervilhas em grão (podem ser congeladas) 1 cenoura 1 batata pequena 2 dentes de alho 1 raminho de coentros 1 colher de sopa de azeite sal
 
Modo de preparação
 
Lave e raspe a cenoura, lave e descasque a batata e os alhos e corte tudo em bocados . Lave e prepare os coentros. Numa panela com a água necessária, leve a cozer a cenoura, a batata e os alhos juntamente com as ervilhas e os coentros. Junte uma pitadinha de sal. Depois de cozidos, tempere com o azeite e reduza tudo a puré com a varinha . Se necessário, pode-se passar o creme por um passador de rede, para reter as casquinhas da ervilha

Bom diaaaaaa



adoro esta música, além de me dizer muito, dá-me energia nesta manhã tão chuvosa.

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

:-)


:-)


conheço muitos



às vezes a miúda é sensata, às vezes...


Ontem ao final da tarde:

Eu - Ai MC a mãe tem tantas dores nas costas, não estou com vontade nenhuma de ir à missa.

MC - Vontade? Vontade, mãe? Não é uma ida ao shopping. Nós vamos à missaaaaa, mãeeeee. À M-I-S-S-A...

e prontos, lá fui eu à missa toda lixadinha das cruzes

domingo, 2 de fevereiro de 2014


Para ti, querida Sofia:


Porque mesmo que ele - já - tenha outras, acho que o que acontece é isto*. Foi uma certeza que me veio quando te desliguei o telefone. Sabes que sou destas intuições repentinas. Por vezes, andam uma vida inteira à nossa procura noutros corpos. Uns perderam-nos para sempre, desses tenho pena; outros, sempre nos tiveram aqui, mas não percebem, não vão perceber. Seguem o caminho mais tortuoso, achando que é o mais seguro e sereno. Não nos têm na vida deles, porque não nos aguentam. E ficam a aguentar algo que não cabe na vida deles.
 
* "É ela. É sempre ela. Para onde quer que olhe, para onde quer que vá. Seja quem for que fotografe. É ela. É sempre ela. O rosto dela, os traços dela, o jeito dela. E ouço-a falar. E sei exactamente como ela fala, e conheço exactamente o tom de voz dela, cada pausa, cada esgar, cada momento em que pára para pensar e cada momento em que pára para sorrir. E sou eu que paro. Sou eu que, ao vê-la em cada espaço por preencher dentro dos meus olhos (e o que são os olhos senão espaços por preencher; espaços sempre por preencher?), não paro. Continuo a encontrá-la. E não sei o que hei-de fazer para lhe fugir (como se foge do que está por dentro dos olhos? como se escapa do que não pode ser eliminado, do que não é mais do que um pensamento dentro da cabeça? como se escapa do que não existe? como se acaba com o que nunca começou?), não sei o que hei-de fazer para me fugir."
pcf

sábado, 1 de fevereiro de 2014



de·su·ma·ni·za·ção
(desumanizar + -ção)

substantivo feminino

1. Acto ou efeito de desumanizar.

2. Perda de determinadas qualidades morais humanas.