sexta-feira, 10 de dezembro de 2010
Arre lá para isto. Ter um blogue já não é uma diversão. Levo com cada uma, ele é mulheres erradas, ele é faustinas tomasinas disfarçadas de Tomás, ele é паперјаст´s da vida. Porra, esta gente diz que eu é que não tenho vida? Deus me livre. Bem que me avisaram que acabar com os comentários anónimos não seria o suficiente. Adenda: antes uma vida sem sal como a minha (acha você) que uma regada a alcóol como a sua. olhe e eu ainda tenho três anos antes dos 40. você já lá está e nota-se bem ah ah ah ah ah ah ah ah o pior é o pano que tem nas trombas, parece acne. Com sorte ainda vai para Fomentera no Verão, é o que ele gosta de fazer a todas. E é para isso que quer as mulheres: companhia para as férias; companhia para ver filmes ao fds; copos; jantaradas e tudo o que é fútil. Mas você tem ar que se deixa deslumbrar por isso, é da superficialidade.
quinta-feira, 9 de dezembro de 2010
Constatação do dia
Estou chocada com o que acabei de ler no facebook. Está tudo doido. E mais não digo...
Acabei de sair do Hospital. Fui fazer exames a tudo. Quando digo tudo, é tudo mesmo. Uma alegria. Só ficou a faltar uma tac à cabeça, mas a médica não achou importante. Também para se constatar que está tudo desregulado vê-se bem a olho nú, diz a minha amiga B.
Ontem estive com uma amiga mais de duas horas à conversa. Estivemos nós a falar de pessoas que saem de relações longas e intensas, saem magoadas, machucadas, carentes e sobretudo fragilizadas. Ela até contava a história na primeira pessoa, porque aconteceu com ela. Teve uma relação longa de 7 anos com uma pessoa e quando esta terminou, ela ficou sem chão, vazia, desamparada. Apareceu-lhe na altura, uma pessoa que quis preencher esse vazio, era amigo dela, fazia-lhe companhia, falavam, não lhe deixava (tanto) tempo para pensar no outro (naquele que hoje ao fim de vinte e tal anos ela apelida do amor da minha vida). Ele começou a ocupar um lugar na vida dela e ao fim de muito pouco tempo decidem ir viver juntos. Ela ainda apaixonada pelo outro mas a abafar esse sentimento, decide dar esse passo. Ela queria à viva força gostar deste e não do outro. Ela mesmo a sentir amor pelo outro decide ir viver com este. Viveram juntos 13 anos. Sim, leram bem: treze anos. E ela nunca o amou verdadeiramente e tinha consciência disso. Mas era a situação cómoda, confortável, ele era amigo, fazia o que ela queria, não a aborrecia, nunca estava sozinha e ela foi empurrando com a barriga, como se costuma dizer. Há uma coisa que ela nunca aceitou: ter filhos. Exactamente por sentir que não o amava, o resto viviam como um casal comum. Ao fim de uns longos 13 anos ela toma a decisão de se separar. Hoje, olha para trás e vê tudo como uma grande perda de tempo. Perdeu 13 anos da vida com alguém que ela nunca amou. E ainda hoje deve pensar como seria se tivesse lutado pelo outro. terça-feira, 7 de dezembro de 2010
A psicóloga da minha filha (não, ela não está doente. a Ana acompanhou a MC na separação e agora está a ajudá-la numa nova etapa da vida) leu o meu blogue. O primeiro comentário foi: Ai Rita, é tão intensa e transparente. E depois disse uma coisa super-curiosa, disse-me, que se lhe dessem o blogue a ler, sem saber quem era a autora, acha que rapidamente chegaria à conclusão que é meu. (ainda não descobri se isso é bom ou mau)Frase do dia
Tenho pena. Tenho mesmo muita pena que nem toda a gente entenda o que escrevo. Quando aqui falo do паперјаст, não quer dizer que esteja apaixonada por ele. A paixão tem que ser alimentada e a minha nunca foi. Nunca. Logo, terminou, acabou. Se ainda penso nele? Penso. Se ainda gosto dele? Gosto. Mas eu gosto de uma pessoa que não existe. Uma pessoa que eu construi, uma pessoa não-real, uma pessoa que só vi o bom e não reparei no mau. Se fizer o rewind, ele deu tantos sinais que não tinha carácter, eu é que não os vi. Estava cega de paixão. E porque sou ingénua, eu sou muito ingénua. E eu que tanto critiquei quem caía em falinhas mansas e na canção do bandido, paguei pela boca.Mas hoje, aqui a 7 de Dezembro de 2010, vos digo: não trocava aquela semana e o que senti por nada deste mundo. Veio muito sofrimento depois? Veio, mas agora entendi que isto é a vida, isto é (também) viver. E ele fez-me muito feliz naquela semana, muito mesmo. Foi uma semana, no meio de dez mais ou menos e duas terríveis. Mas mesmo assim, valeu a pena. Por tudo de óptimo que senti, por me ter mexido até às entranhas da alma. Mexeu-me em coisas que já nem me lembrava que existiam, que tinha. Mas eu arrumei tudo isso dentro de um saco verde- água que está dentro da minha alma - o das boas recordações e em dias que esteja triste, abro-o e vou com toda a certeza sorrir por uma pessoa que não existe.
segunda-feira, 6 de dezembro de 2010
Estou preocupada
O паперјаст (lembram-se?) mandou email e entre muitas outras coisas disse que tem sérias dúvidas sobre a capacidade intelectual do meu exército de leitoras.domingo, 5 de dezembro de 2010
Pergunta número 29
Sabem aquela sensação do ninguém engana ninguém? O jogo é tão limpo e claro, que só nos pode deixar serenas. Gosto de saber com que cartas jogo. A verticalidade numa pessoa não tem preço. E eu gosto disto, de saber com que linhas me coso, que jogo estou a jogar. Tudo preto no branco. Não me traz ansiedade, não me traz medos nem angústias. Porque eu sei tudo. Do presente claro, que do futuro ninguém sabe. E embora seja uma incógnita só vejo coisas boas, prevejo que vai haver sempre harmonia, nem que seja só numa amizade. Numa bela amizade.Doce Domingo
sábado, 4 de dezembro de 2010
Ontem aconteceu-me uma coisa engraçada (não foi a primeira vez e tem acontecido muito, ultimamente). Estava eu sentada no sofá e mandei uma mensagem à minha amiga B. que dizia: "dava tudo para que ele se lembrasse de mim e me enviasse uma mensagem". Acabo de carregar no enviar, e recebo uma mensagem dele... será que se pode chamar sintonia?sexta-feira, 3 de dezembro de 2010
O primeiro post encomendado ao meu blogue
Eu que gostava tanto de ser uma noiva abandonada no altar, não fui. Ele diz que não, mas que me comporto como tal.Ora bem, perante tudo isto, nem sei bem que vos diga. Deixem-me pensar, que eu não posso ofender mais o паперјаст. Eu poderia dizer-vos que durante (quase) todos esses dias falámos ao telefone, trocámos mensagens, manifestavamos o desejo de estarmos juntos (vivemos a 300 kms de distância um do outro), que ele veio à minha terra, que nos encontrámos a meio do caminho, que o mais importante: eu gostei muito dele, muito mesmo. E só isso valeria o respeito de ele ter pegado no telefone e me ter dito: Rita, eu tenho outra pessoa! Nada mais. Só isso. E que tudo o que aqui escrevi é verdade. O mais fácil seria eu pôr aqui uma fotografia dele (que há algumas no google imagens), o lugar onde trabalha e o link do blogue, mas ele é demasiado ocupado para responder às nossas questões. Ah e uma coisa muito importante, que ele sublinhou foi que eu não tenho o direito a ter opinião, que a liberdade de expressão só existe quando existe contraditório. Eu não penso assim, mas respeito. Se quiseres podes vir aqui e defender-te. Estás à vontadinha (não é à vontade é à vontadinha mesmo...), porque não tens defesa possível. Cheguei a dizer-te, ontem, que te revês no que aqui escrevi, daí a tua fúria. Não percebi é porque é que só ontem a sentiste.
O comentário que deu post # 9
Oh pá, eu no fundo gosto disto. Rio-me tanto. Estou a ponderar voltar a abrir os comentários aos anónimos, ao menos divirto-me. Lembram-se disto?Pois, ela voltou. E está indignada:
-A Mulher Errada disse:
"Não sei se este post me foi dedicado, mas deve ter sido uma vez que não publicaste os meus comentários que já agora nada tinham de ofensivos nem insultuosos como deste a entender.
Se o teu blogue é intimista como dizes todos os dias e se as pessoas que por aqui passam não têm a capacidade de desifrar correctamente os teus enigmas,pergunto o porquê de não fechares o mesmo aos comentários? Ou será que a tua vaidade e necessidade de atenção não o permitem?
Quanto à hora dos comentários, sabes, é que existem pessoas que têm empregos sérios e vidas de verdade e não têm tempo para estar durante e o dia todo na internet a escrever, ler e comentar blogues. Uma dessas pessoas sou eu. São 10h da manhã, está bom para ti? ".
E vocês que já me conhecem que sabem que gosto de rodar a bahiana, não resisti a responder:
- Este Blogue precisa de um nome disse:
"À mulher errada (este nome cai-lhe que nem uma luva):
Sim, os comentários foram os seus... que veio para aqui dizer que eu sofria de vaidosite por usar aquelas meias e que como não percebe português diz que deixo poemas ao bandalho. Sabe que lhe digo? Arranje uma vida, um perfil onde lhe possamos ver alguma coisa de jeito: a essência, a escrita (by the away, decifrar escreve-se com "c" e não com "s").
O comentário aos poemas era insultuoso sim, porque indirectamente chamava-me incoerente. Então se eu acho o gajo um bandalho ia deixar-lhe poemas? Esse género de leitoras "desatentas" não me interessam, desculpe. Vir aqui comentar por comentar, dispenso... E o das meias também, só mostra que você não deve ter pernas para as usar. E embora eu nem sequer tenha insinuado isso, digo-lhe: caminho a passos largos para os 40 e ainda as posso usar e uso, sem fazer figuras rídiculas. Temos pena, se calhar você não...
Peço desculpa não sabia que eu não tinha uma vida séria, nem de verdade porque tenho um blogue e comento outros (não tanto como queria por acaso, mas...). Foda-se sou mesmo uma puta.
"É isso, raio da cabra que tem tempo para ter um blogue. Vou lá de madrugada, de mansinho, com um perfil indisponível e vou dizer mal dela" (ou insinuar, que é o que fazem as covardes) e depois dar um ar de gaja séria. Olhe vá para o raio que a parta, vai? (já que não entendeu o baimàloja). Este blogue é meu, se o fecho ou não aos comentários é problema meu. Tenho-o é com os comentários moderados por causa de pessoas (para não dizer outra coisa) como você.
Passe bem, sim? Mas longe daqui, ok? (eu sei que vai continuar a cá vir todo o santo dia, mesmo com a vida séria e o emprego de verdade). Cá beijinho.".
- A mulher errada disse:
"Tão típica a tua resposta. Na falta de argumentos inteligentes agarraste aos erros ortográficos e aos insultos ao aspecto físico. Fraco, fraco. Tu que passas a vida a dar a entender o quão boa, bronzeada e sensual és, muito me espanta que não haja homem que te queira. Deve ser da ruindade de carácter. É que os homens gostam das boas para a cama, mas das cultas e equilibradas para a casa. Aprende, apesar de já teres o prazo a expirar, pode ser que ainda arranjes um idiota que te ature. Claro que continuarei a cá vir. Todos os dias. São patetas como tu que me fazem rir as gargalhadas. Queres saber quem eu sou? Se calhar sou uma das tuas comentadoras com perfil público e que te mandas mails ao estilo “sei bem o que isso é...” Cá beijinho.".
Ora bem, aqui vamos nós rebater estes argumentos inteligentíssimos desta nobre leitora, que embora muito ocupada perde tempo com uma desocupada como eu. Eu não sou gira, nem bem feita, nem preta de solário e muito menos sensual. Não sei onde leu isso. Pode ter lido algo do género, mas em jeito de sarcasmo. Quanto aos meus argumentos, só respondi aos seus comentários: disse-me que eu era jeitosa por usar aquelas meias e disse-me que era uma incoerente por deixar poemas a um bandalho. Só expliquei que ainda as posso usar (mesmo perto do fim de prazo) e que os poemas não foram deixados a quem acha que foram. Quanto ao erro ortográfico: qual é o problema de o assinalar? Também devo ter alguns aqui no blogue. Isso diminui-a? Não. (desculpe, mas não é agarraste é agarras-te - presente do indicativo do verbo agarrar; quanto à frase: "Na falta de argumentos inteligentes agarraste aos erros ortográficos e aos insultos ao aspecto físico" teria que ser: na falta de argumentos inteligentes agarras-te aos erros ortográficos VÍRGULA aos insultos E ao aspecto fisíco ).
Mas a sua escrita não a diminui, o seu carácter é que o faz. E quem é que vem aqui anonimamente falar do carácter de alguém e insinuar coisas? Sou eu? Eu não comento anonimamente em lado nenhum. Nem vou dizer mal dos blogues alheios. Senão gosto, simples não vou. Ou até posso ir, mas não vou para lá insultar ninguém. Quem lhe disse a si que quero um homem ou que até já não tenho um? O que sabe você da minha vida? Nada, tal como eu não sei nada da sua. Ou melhor sei, sei que é vil, baixa e sem carácter, porque só um ser humano assim, se daria ao trabalho de criar um perfil indisponível para andar pela blogosfera com comentários destes. Passe muito bem, venha cá as vezes que entender. Mas de uma coisa esteja certa, foi a última vez que publiquei um comentário seu. *
*engraçado que tenho a nítida sensação que sei quem é e também dou gargalhadas que nem uma louca.
quinta-feira, 2 de dezembro de 2010
A propósito de um texto do Fernando Alvim (pessoa pela qual sinto antipatia e aquele a que chamo pateta alegre) que acabei de ler:quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
Não gosto de Dezembro
Eu sinto que vais ficar sempre na minha vida. Sinto. Não me perguntes porquê, mas sinto. Há pessoas que vão estar sempre no meu coração, mas nunca mais na minha vida. Tu vais estar nos dois lugares até ao fim. Eu sinto-o. E sentir em mim é o que me move, é o que me faz acreditar. Eu não preciso ver as coisas, eu preciso senti-las. E eu sinto...


































