sexta-feira, 22 de outubro de 2010
Hoje
E quando as palavras custam a sair. Quando se tem medo do que pode sair. Recorre-se às imagens. Hoje aqui, só vai haver imagens. Foram escolhidas aleatoriamente, não são recados, não são avisos, não são nada. São só imagens.
quinta-feira, 21 de outubro de 2010
A MC foi à Assembleia da República
Saiu de casa às seis da manhã como se fosse para uma festa, confrontada com a (triste) realidade, achou uma seca.
Tenho a alma cheia de rebuçados
acordei às 5, levantei-me, tomei o pequeno-almoço, voltei para a cama com o portátil, escrevi. as gaivotas lá fora chamavam por mim, muito alto. a persiana semi levantada começou a mostrar a aurora. vesti uma t´shirt, umas calças de fato de treino, um casaco quente, peguei no ipod e saí. chego à rua, as luzes ainda estão acesas, o dia está tímido. tempo para uma chamada à Benedita: conversa, gargalhadas, tudo rápido. chego ao porto de leixões e sinto que o dia começa a nascer com força. olho para aquela luz e não consigo dizer qual delas prefiro: se a aurora, se o pôr-do-sol. o passo apressa-se, os carros passam ainda com os faróis ligados. não sei se as pessoas olham de inveja ou de incredulidade. chego à frente da praia e esboço um sorriso, digo alto: a minha praia. apresso ainda mais o passo e constato que só eu e um rapaz lá estamos. aquele mar dá-me energia. o meu ipod no máximo. eu a cantar. os músculos a trabalharem sem parar. a cara gelada, mas o corpo a transpirar. a praia coberta de gaivotas. o mar com 3 surfistas. no regresso o sol espreita por entre os prédios e eu páro para o olhar e sorrio. abro os braços para o receber e fico ali parada. volto a apressar o passo. páro em frente à praia da meia-laranja e fico a olhar para os surfistas a enfrentarem as ondas, adoro. vejo quedas, vejo ondas desfeitas, vejo desistências. apresso de novo o passo. hoje a corrida termina no garrafão. subo, páro. tiro fotografias. encho a alma com aquilo. apresso o passo de novo. juro que sinto o rabo mais duro, a gordura nas pernas a desfazer-se. subo a minha rua, entro num dos sítios do costume, peço um café. tempo para uma piada, para um sorriso, para um obrigada, para um até já. apresso de novo o passo. páro à porta de casa, tempo para mais uma chamada, tempo para umas gargalhadas, tempo para a amizade. agora sim, pode "começar" o dia. tenho a alma cheia de rebuçados.*
*este post foi escrito de uma enfiada, marimbei se ficou bem escrito ou mal. nem revisto foi :)
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