domingo, 4 de setembro de 2011

Querida B.

(...) um dia, o teu coração e a tua cabeça - de cansaço - vão esquecer de o lembrar. Custa esse dia a chegar, eu sei que custa. É o que mais anseias, eu sei. Mas não te atropeles, só se lava um coração dando-lhe tempo, só se esquece depois de lembrar muito. Lembra-te, lembra-te de tudo até ao ínfimo pormenor: do mau e do bom, mas sobretudo do bom; foi por isso que estiveste com ele esse tempo. E quando acabares de lembrar, vais esquecer, garanto-te. Mas antes, tens que esgotar as lembranças e aí o teu coração fica lavado. Não vazio, mas lavado para que alguém volte a pintá-lo das cores mais fortes e mais vivas ou talvez não. Talvez tenhas que aprender a ficar sozinha, mas sempre com o coração lavado (...).

13 comentários:

  1. Estas palavras fazem-me recordar um texto do (grande) Miguel Esteves Cardoso que, por acaso, andou muito popular nas redes sociais há poucas semanas.

    Rita, estou há uns dias com a ideia de lhe enviar um e-mail. Permite-me a ousadia?

    Força e coragem para a B.

    Beijinho

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  2. Ju

    Esse texto que falas está aqui no meu blogue e foi a pensar nele e com base nele que escrevi este.

    Podes mandar os emails que quiseres, vou adorar :)beijo

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  3. P.S. Um dia (quando for grande) quero escrever como ele :)

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  4. venho cá, mas não costumo comentar. hoje, e por estas palvars que bebi-as de um só trago, resolvi faze-lo. embora sendo para a b., "roubei-as" um bocadinho para mim
    :)

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  5. Se eu já adorei quando publicas-te o texto do MEC, adorei ainda mais este texto da tua autoria...
    Preciso tanto ouvir e seguir estas tuas palavras... deram.me alento e esperança Rita... fizeram-me acreditar que dias melhores virão.. e depois do sofrimento todo sair, leve o tempo que levar, vou ficar curada, e vou voltar a Sorrir :')

    É sempre bom ler-te!!

    Maria, do mundo ao contrário.

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  6. agora que reparo no meu português macarrónico, venho retratar-me. de quando em vez o cursor salta-me e desato a escrever ao calhas, sem disso me aperceber.

    onde se lê: hoje, e por estas palvars que bebi-as de um só trago, resolvi faze-lo
    leia-se: hoje, e por estas palvras que bebi de um só trago, resolvi fazê-lo.

    :)

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  7. Rita leio o seu blog há muito tempo. E adoro! Não sou grande seguidora da blogosfera mas o seu blog faz-me sentido. Obrigada por mante-lo tão activo, eu estou longe de casa e de tudo o que me é importante e é bom passar por aqui, ajuda de certa forma a sentir-me mais perto de casa. Este texto, como o do MEC, são verdades absolutas...é verdade que esquecemos (pelo menos quando eles querem que isso aconteça). Mas e quando eles teimam em tomar-nos como propriedade deles e não obstante não quererem ficar connosco, também não nos querem com outro. Aí sim a nossa capacidade de resistência é testada e o exercício do esquecimento revela-se demasiado penoso e muitas vezes infrutífero. Bjs Ana

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  8. Ana, olá :) obrigada

    Esses são os covardes, os que não valem mesmo a pena e esses não precisamos esquecer, temos é que afugentá-los para todo o sempre. Já tive um assim, quando aparecer alguém, ele foge :) Até lá bloqueia-o...

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  9. E lindo *.*
    Obrigada por todas as palavras!
    Assinado: beatriz sousa

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